A melhoria dos indicadores sociais, que incluem queda nas taxas de pobreza e mais acesso a serviços de saúde e educação, não é somente uma obrigação do Governo Renan Filho (MDB), mas uma exigência para qualquer candidato a prefeito em Maceió - da direita, da esquerda ou do centro, com ou sem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, oposição ou situação em relação aos Calheiros - tem de assumir, se quiser enfrentar os graves problemas da sociedade.
Maceió carrega o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano do país: 145.228 pessoas são consideradas pobres, de acordo com o IBGE. Destas, 49.342 são extremamente pobres. Ou seja: só sobrevivem com a ajuda de outras pessoas porque recebem menos de R$ 145. E em tempos de desemprego galopante pelo país, mesmo nesta época de safra da cana-de-açúcar, a questão social tem de ser encarada para além de um caso de delegacia.
Maceió está na lista dos 40 maiores PIBs do país. São R$ 18,3 bilhões, registrados em 2014.
Segundo relatório elaborado pelos promotores da área de infância e adolescência do Ministério Público Estadual, entregue ano passado aos vereadores, 25% da população na capital é formada de crianças e jovens, de 0 a 14 anos; 52,6% têm até 29 anos.
Porém, existem 16 centros de referência em assistência social, quando o mínimo seriam 40- levando em conta a população até 29 anos.
Na comunidade Sururu de Capote, que atravessa a Avenida Senador Rui Palmeira (área mais miserável de Maceió), 70% das crianças têm algum tipo de desnutrição. E 32,3% delas, de até 7 anos, têm algum tipo de desnutrição grave ou moderada. Índices, destaca o MP, dos países mais pobres da África.
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