MORTE DE POLICIAL
Associação anuncia manifestação a favor de militares presos

A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar de Alagoas organiza uma manifestação para dar apoio aos seis militares - presos por prevenção - acusados de envolvimento no assassinato do policial civil Jorge Vicente Ferreira Júnior. A ação ocorrerá na quinta-feira (18), às 10 horas, em frente à Academia Militar, no bairro do Trapiche, em Maceió.
A morte do policial civil ocorreu em janeiro e colou em campos distintos policiais das duas instituições. Hoje, o presidente em exercício da Associação, Cabo Willian Cardoso, reforçou detalhes sobre o caso.
Jorge Ferreira foi morto em uma suposta troca de tiros no bairro de Riacho Doce, em Maceió. No local do crime, foram encontradas munições de diferentes calibres. O corpo do policial civil foi enterrado em Murici, em clima de revolta.
Conforme Cardoso, os policiais militares foram acionados para uma ocorrência com a descrição de que uma pessoa com sinais visíveis de embriaguez estava efetuando disparos de arma de fogo na região da praia de Riacho Doce, o que levou também a uma troca de tiros com um policial militar que estava de folga, e que teria tentado conter a conduta ilícita do policial civil.
“Por ocasião do atendimento à ocorrência, os policiais militares estavam desempenhando suas funções ostensivas de policiamento, ou seja, eles exerciam as funções para as quais estavam designados. Em virtude da conduta ilícita do policial civil, que chegou a disparar sua arma de fogo contra as guarnições militares, houve a necessidade de pronta intervenção dos policiais militares, culminando com a neutralização do risco”, assegurou Cardoso ao ratificar que só foi constatado que se tratava de um policial civil após o ocorrido.
O presidente em exercício da associação acrescentou que os policiais militares que participaram da ocorrência são reconhecidos na corporação alagoana. “São policiais reconhecidos, principalmente, por suas forças abnegadas, eficientes e zelosas. A ACS/AL repudia veementemente as prisões dos policiais militares, ao passo em que exige que haja uma apuração isenta e imparcial”, declarou em nota distribuída nesta segunda-feira.