DENÚNCIA

Policial penal é obrigado pelo Conseg a trabalhar sem arma

Flávio Catão acredita em retaliação política de denúncias realizadas durante pleito de 2020
Divulgação
Flávio Catão disputou a eleição de 2020 como candidato a vice-prefeito
Flávio Catão disputou a eleição de 2020 como candidato a vice-prefeito

O Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) está obrigando um policial penal a trabalhar no mesmo ambiente de presidiários estando desarmado há pelo menos seis meses, segundo denúncia recebida pelo EXTRA pelo próprio funcionário público concursado. Para Flávio Catão, a ordem não passa de uma retaliação política envolvendo as eleições de 2020 na cidade de São José da Laje.

Flávio Catão, que disputou a eleição de 2020 como candidato a vice-prefeito revelou que tudo começou quando descobriu a entrega de cestas básicas feitas pela Secretaria Municipal de Ação Social de São José da Laje supostamente realizada por ordem do então candidato a vereador Júnior Valença (MDB), tio do prefeito à época, Rodrigo Valença, a moradores da região sem uma lista de critérios.

“Eu recebi a informação de uma suposta compra de votos que estava sendo realizada através da entrega de cestas básicas. Fui até a Secretaria Municipal de Ação Social para saber quais foram os critérios utilizados na entrega e saber o nome dos beneficiados, já que o dinheiro usado para aquisição desses alimentos saiu do bolso do contribuinte. Apesar de ter sido bem recebido, os funcionários se recusaram a entregar a lista sem falar o motivo”, informou Catão.

Flávio afirma que ao sair do local foi intimidado e ameaçado por supostos apoiadores do candidato a vereador Júnior Valença. “Intimidaram nossa equipe, o vereador Júnior Valença disse que estava armado e que me mataria, e a secretária de Ação Social, Carly Valença, de forma truculenta me xingou com palavras de baixo calão”, contou.

Carly Valença, secretária municipal de Assistência Social, é mãe do ex-prefeito Rodrigo Valença e irmã do vereador Júnior Valença, acusado de ameaçar de morte Catão. Carly já foi vereadora, mas condenada pela lei da ficha limpa não pode mais se candidatar a cargo eletivo, tendo lançado o irmão na disputa.

Um dia depois da ameaça, filmada em vídeo pelo policial penal, uma decisão do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), assinada pelo conselheiro-relator Fábio Ferrário determinou que suas armas, que em seu caso são itens essenciais no desempenho de seu trabalho, fossem recolhidas, mesmo após o término do pleito eleitoral.

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