ECONOMIA

Mais de 15% dos desempregados em Alagoas desistiram de procurar trabalho

Dados foram revelados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Agência Brasil
Taxa média de desemprego em Alagoas, em 2022, foi de 14%
Taxa média de desemprego em Alagoas, em 2022, foi de 14%

Alagoas apresentou uma taxa de 14,2% de desocupação, ficando em 7º lugar entre os estados do país, revelou nesta sexta-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados da PNAD Contínua referentes ao primeiro trimestre de 2022.

No trimestre passado, a taxa foi de 14,5%, ou seja, houve uma queda do número de desocupados no estado. No mesmo período, o estado também apresentou o segundo maior percentual de pessoas desalentadas (15,14%), que são as que desistiram de procurar emprego, diante das dificuldades. O Maranhão (15,8%) ficou em primeiro lugar.

Ainda no 1° trimestre de 2022, o número de desalentados no Brasil somou 4,6 milhões de pessoas. A maior quantidade foi na Bahia com 648 mil desalentados, ou 14,1% do contingente nacional. O percentual de desalentados, na comparação com a população na força de trabalho ou desalentada chegou a 4,1% nos primeiros três meses de 2022.

Desocupação no Brasil

A taxa de desemprego no Brasil ficou 11,1% no 1° trimestre de 2022, o que significa estabilidade na comparação com o 4º trimestre de 2021, quando registrou o mesmo percentual. Representa ainda queda de 3,8 pontos percentuais na comparação com o mesmo trimestre de 2021, quando atingiu 14,9%. Os dados estão incluídos no resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desocupação ficou estável em 26 unidades da Federação. De acordo com o IBGE, o único recuo foi no Amapá (3,3 pontos percentuais). Para a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, a queda, contudo, não se deve ao aumento no número de pessoas ocupadas, mas a menor pressão das pessoas sem trabalho buscando ocupação no estado.

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