NEGÓCIO BILIONÁRIO
Empresa americana pede aval para avançar com processo de compra da Braskem
Apollo depende de autorização de seu "board" para seguir com uma proposta
O processo de venda da Braskem ganhou um novo capítulo nesta semana após o Tribunal de Justiça suspender o bloqueio de pouco mais de R$ 1 bilhão da empresa, segundo informações publicadas nesta quarta-feira, 26, pelo portal Valor Econômico.
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Seis meses depois de ter encaminhado à Novonor uma nova proposta de compra e de solicitar centenas de informações sobre a companhia brasileira, a Apollo finalmente pediu autorização a seu “board” para seguir para a etapa mais complexa e cara da due diligence.
A expectativa é que o conselho da gestora americana se posicione ainda nesta semana sobre o pedido. Embora tenha reiterado interesse no negócio, até agora a Apollo havia se limitado a pedir informações e documentos adicionais à petroquímica e à Novonor, que é assessorada pelo Morgan Stanley.
A due diligence dos passivos da Braskem exigirá investimentos mais significativos, sobretudo no que tange ao problema geológico em Alagoas, e tende a ser mais extensa.
A proposta da Apollo compreende 100% das ações da petroquímica, incluindo portanto a fatia da Petrobras. E, apesar do “data room” recheado, ainda não há sobre a mesa uma oferta vinculante ou não vinculante de compra.
A leitura é que a gestora estaria esperando a sinalização da Petrobras sobre o futuro de sua participação na Braskem para dar o próximo passo. Com a troca no governo federal, a estatal suspendeu a venda de ativos com contratos ainda não assinados por 90 dias, contados a partir de março.
Além da Apollo, outros dois potenciais compradores, Unipar e J&F Investimentos, seguem interessados na Braskem, com propostas de aquisição que preveem formatos diferentes e poderiam comportar o interesse da Petrobras em determinadas operações da petroquímica.
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