OPERAÇÃO POLHASTRO

Fiscal da Sefaz quer afastar promotor de ação em que é réu por suspeição

Caso tramita na Corregedoria do Ministério Público
Assessoria
Promotor Fábio Bastos
Promotor Fábio Bastos

Marco César Lira de Araújo, fiscal de tributos estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), apresentou um recurso contestando a determinação da Corregedoria-Geral do Ministério Público de Alagoas (MPE) que arquivou sua Representação Disciplinar Administrativa contra um promotor de justiça. A história remonta a 2017, quando Marco César foi acusado de sonegação fiscal e associação a uma organização criminosa, alvo da Operação Polhastro. 

Em abril de 2018, ele foi detido em sua residência no bairro do Poço e encaminhado ao Complexo de Delegacias Especializadas (Code), localizado em Mangabeiras, acusado de não carregar devidamente as baterias da tornozeleira eletrônica. Hoje, ele pede a exclusão do promotor de Justiça Fábio Bastos Nunes, titular da comarca de São José da Tapera, do processo envolvendo seu caso. Marco César Lira alega que o promotor está reabrindo questões materiais e processuais não relacionadas ao processo criminal, o que estaria ameaçando o devido processo legal em suas instâncias criminal e administrativa. 

Lira afirma que as acusações contra ele se baseiam em uma denúncia anônima, e, segundo ele, o promotor desrespeita o decoro funcional ao usar esse elemento probatório como base para acusações de prevaricação processual. O servidor também contestou o fato de o promotor ter considerado anotações bancárias feitas pela ex-companheira de Marco Lira, que sequer foram alvo de investigação. Além disso, ele apontou para um laudo pericial grafotécnico que indicou que a escrita no papel não correspondia à sua, sugerindo que a denúncia do promotor de Justiça seria frágil. 

Sendo assim, ao MP, solicitou o afastamento de Fábio Bastos Nunes do processo e a designação de outro promotor de Justiça para conduzir o caso. A razão seria por suspeição funcional e processual, e crime de prevaricação. O caso foi publicado no Diário Oficial do Ministério Público no dia 10 de agosto deste ano. De acordo com o processo em tramitação no MPAL, no dia 27 de julho o corregedor-geral Maurício Pitta encaminhou cópia dos autos para o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório. 

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