ECONOMIA
Alagoas é o 8º estado mais dependente de repasses federais
Relatório do Tesouro Nacional revela que Estado investiu 12% de sua receita em educação até o 3ª bimestre
Dados do Tesouro Nacional publicados no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) em Foco dos Estados + DF do 3º bimestre de 2023 divulgado na semana passada revela dados surpreendentes sobre a dependência de Alagoas em relação aos recursos federais. Conforme o relatório, cerca de 50% da receita total de Alagoas até o terceiro trimestre de 2023 provém de repasses da União. Isso coloca o estado como a oitava unidade federativa que mais depende de recursos federais.
À frente de Alagoas nesse ranking estão Amapá, Acre e Roraima, com 76%, 71% e 68%, respectivamente, e Sergipe (54%), Maranhão (53%), Piauí e Tocantins (ambos também com 50%). A receita corrente própria e as transferências correntes recebidas até o 3º bimestre de 2023 em relação à receita corrente total mostram a extensiva dependência de Alagoas dos recursos da União.
Dos R$ 7,8 bilhões de receita corrente total do estado até o terceiro trimestre, metade veio de repasses do governo federal, um aumento significativo em relação aos R$ 7,23 bilhões registrados no ano anterior. Uma novidade desse ano do RREO em Foco Estados + DF é a apresentação das despesas liquidadas dos Estados por função, que revela quanto os entes gastam em suas áreas de atuação, como educação, saúde, transporte e outros.
Um ponto de destaque no relatório está relacionado aos gastos com educação. Enquanto Paraná, Acre e Paraíba lideram em termos de gastos em Educação com 24%, 23% e 23%, Alagoas investiu apenas 12%, figurando entre os estados com menores índices nesse tipo de despesa, juntamente com Rio de Janeiro (9%), Espírito Santo (11%) e Pernambuco (12%).
Em relação à Saúde, até o segundo bimestre de 2023, os maiores percentuais gastos na função Saúde foram verificados no Tocantins (22%), em Roraima (21%) e no Amapá (21%), enquanto os menores foram registrados no Mato Grosso do Sul (9%), no Paraná (10%) e em São Paulo (10%). Alagoas gastou 16%. Despesas judiciárias foi a menor despesa que o estado teve, representando apenas 5% do total, enquanto o maior gasto, de 24%, foi com “outras” despesas.
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