ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

AMA encerra curso orientando servidores sobre fim de mandato

Todas as orientações foram voltadas sobre condutas vedadas em ano eleitoral
AMA
Curso foi ministrado pela Associação dos Municípios Alagoanos
Curso foi ministrado pela Associação dos Municípios Alagoanos

Fim de mandato não é apenas o término de uma gestão e a transição para outra. Mesmo quem for reeleito em 2024 terá, juridicamente, um novo mandato e deve obedecer às mesmas regras previstas na lei. Para garantir orientação necessária aos servidores públicos municipais, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) concluiu nesta terça feira, 12, mais um curso gratuito voltado para o tema.

Com palestrantes especialistas no assunto todas as orientações foram voltadas sobre condutas vedadas em ano eleitoral, prestação de contas, regras de transição na gestão pública, a nova lei de Licitações, Improbidade administrativa com foco na transparência pública que o ano eleitoral requer.

Os municípios alagoanos precisam ficar atentos a esses prazos, disse Éber Wesley, consultor contábil, principalmente com relação aos vários procedimentos contábeis e de gestão e destacou, por exemplo, a obrigatoriedade imposta pela STN para divulgar várias novas informações como depreciação de bens, ajustes para perdas de recursos inscritos na dívida ativa.

Já o consultor Marcelo Cumaru diz que o período pré-campanha já começou e as instituições precisam redobrar cautelas com relação aos prazos previstos na Lei 9.504, principalmente em instrumentos públicos, como redes sociais.

Para o presidente Hugo Wanderley ter a parceria dos órgãos de controle demonstra a importância que a Associação dá ao tema. “Este é o primeiro do ano e até o fim de 2024 vamos focar nessa estratégia para que a transição – para novatos e reeleitos- seja feita com qualidade e dentro das regras previstas”, acrescentou o prefeito.

Como um órgão de controle crucial e atuante em todas as esferas, o TCU trouxe para o debate questões essenciais aos prefeitos e prefeitas neste ano de 2024. “Em ano eleitoral, é muito importante que os gestores tomem algumas medidas no sentido de evitar irregularidades e promover a continuidade da gestão, independente de quem irá assumir o próximo pleito”, afirmou Diego Padilha, representante do TCU em Alagoas, em sua palestra desta tarde.

Outra pauta importante discutida entre gestores e servidores públicos são as regras para a transição na gestão pública municipal. Leonel Assunção, diretor de movimento de pessoal do Tribunal de Contas de Alagoas (TCE/AL), apresentou para os participantes os detalhes apontados na Resolução Normativa 03/2016 do TCE/AL, além de outros pontos que carecem a atenção de todos que fazem parte da administração pública. “Entre os principais pontos das regras de transição, podemos destacar a obrigação da criação de uma comissão de trabalho para realizar de maneira legal esse trabalho de transição, que irá receber e solicitar informações exigidas pela população”, afirmou Assunção.

O presidente do TCE/AL Fernando Toledo disse que estar junto em um momento como esse demostra o interesse em expandir conhecimento. “Porque nosso interesse não é o de punir, mas o de, fundamentalmente, orientar para evitar erros.” Toledo também anunciou que o prazo final para entrega das prestações de contas será dia 30 de abril e os documentos devem estar completos.

Independente de fim de mandato a dica que a promotora Fernanda Moreira, uma das palestrantes deu, foi a necessidade de fomentar no gestor novo olhar de aprimoramento do planejamento que é o princípio da nova lei de licitações. “A ideia é trazer esse novo foco, mostrando que o planejamento faz parte da continuidade administrativa e deve nortear as ações atuais e futuras” disse a promotora.

Representando a CGU, o secretário de representação em Alagoas, Nelton Filho deu cinco dicas para aprimorar a gestão, como fortalecimento do controle interno, aprimoramento dos mecanismos de transparência, política de integridade com plano de ação e meta, boa política de responsabilização e necessidades de avaliações periódicas e melhorias contínuas nos sistemas existentes.

O advogado Francisco Dantas, presidente da comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB/AL, fechou o evento “Fim de Mandato” falando sobre a nova lei de improbidade administrativa e seus reflexos para o administrador público. “Hoje não basta a conduta ilegal para configurar o ato de improbidade, ela precisa estar atrelada a indícios de má intenção.”

AMA Capacita

O ciclo de palestras realizado no auditório da Associação faz parte do calendário permanente de capacitação realizado pela entidade para elevar a qualidade e o conhecimento técnico dos servidores municipais. Nesta primeira edição de 2024, mais de 170 servidores participaram do evento.


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