PREVENÇÃO

Bebidas alcoólicas: Alagoas tem taxa de 11,7 óbitos por 100 mil habitantes

Secretaria destaca elevadas taxas de mortalidade associadas ao uso excessivo do álcool
Assessoria
Material educativo distribuído gratuitamente nas unidades de saúde de Maceió
Material educativo distribuído gratuitamente nas unidades de saúde de Maceió

A Secretaria Municipal de Maceió (SMS) desenvolveu um material educativo para orientar a população sobre os riscos do consumo excessivo de álcool, que pode causar sérios danos à saúde e contribuir para altas taxas de mortalidade.

O excesso de álcool está associado a mais de 200 problemas de saúde, incluindo intoxicação, apagões, lesão cerebral, ansiedade, depressão, entre outras condições. Amália Alencar, técnica da Vigilância em Saúde da SMS e uma das idealizadoras do material, falou mais sobre os problemas que o material educativo aborda.

“Esse excesso pode reduzir também a imunidade, aumentando a vulnerabilidade a doenças como a Covid-19, tuberculose e pneumonia, além de estar relacionado ao surgimento de vários tipos de câncer. Por isso, é importante que a população esteja bem informada sobre esses riscos e nosso papel enquanto profissionais da saúde é esse”, destaca.

“Também devem ser considerados os impactos na saúde reprodutiva e sexual, como o aumento do comportamento sexual de risco, gravidez não desejada, infecções sexualmente transmissíveis, alterações na fertilidade ou mesmo episódios de violência como acidentes de trânsito, agressões sexuais, entre outras”, completa a técnica da Vigilância em Saúde, Amália Alencar.

No material educativo produzido pela SMS consta que a mortalidade relacionada ao consumo abusivo de álcool é um problema significativo no Brasil, com uma taxa de 9,8 óbitos a cada 100 mil habitantes em 2021. Em Alagoas, a taxa é ainda maior, com 11,7 óbitos a cada 100 mil habitantes (2021) e em Maceió, a taxa foi de 11,3 óbitos a cada 100 mil habitantes entre 2017 e 2022.

A cirrose hepática alcoólica foi a principal causa de morte. A maior mortalidade ocorreu entre os homens (23,3 óbitos a cada 100 mil habitantes), e a faixa etária de 50 a 59 anos foi a mais acometida.

A frequência e a quantidade de álcool consumido aumentam os riscos de danos à saúde. A Diretoria de Vigilância em Saúde reforça a importância da conscientização sobre os perigos do consumo excessivo de álcool e incentiva a população a buscar ajuda nas unidades de saúde do município, caso necessário.


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