Crise institucional

Justiça Federal determina que CGU realize auditoria no Hospital Veredas

Auditores terão apoio da força policial para garantir livre acesso ao hospital e documentos
Por Tamara Albuquerque 26/02/2025 - 17:20
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Sateal
Profissionais do Hospital Veredas em protesto com bloqueio da Fernandes Lima
Profissionais do Hospital Veredas em protesto com bloqueio da Fernandes Lima

Decisão da Justiça Federal em Alagoas determina que a Controladoria Geral da União e o Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS) façam auditoria nas contas do Hospital Veredas, em Maceió, e que o relatório seja apresentado à Junta Interventora do hospital. A informação é do jornalista Odilon Rios. 

O pedido da auditoria foi realizado pelo Ministério Público de Alagoas em janeiro deste ano. O hospital está desde novembro de 2024 sob a gestão de uma comissão interventora sem apresentar resultados práticos para sair da crise administrativa e financeira.

A auditoria determinada pelo juiz federal da 13ª Vara, Raimundo Alves de Campos Júnior, não impõe um prazo para conclusão, mas após o término, a equipe de interventores devem apresentar um plano para correção das irregularidades em até 30 dias. O juiz determinou que, havendo necessidade, está liberado o uso da força policial para garantir que os auditores tenham acesso ao hospital e aos documentos.

O hospital mantém suspenso os serviços destinados aos pacientes do SUS e os profissionais que sobreviveram à demissão em massa estão trabalhando com atraso no pagamento dos salários. O hospital também tem débitos com serviços terceirizados e fornecedores de insumos diversos.

No mês de janeiro o hospital permanecia com setores estratégicos fechados para o atendimento pelo SUS, como maternidade e UTI Neonatal, e iniciou o processo de demissão em massa dos trabalhadores de várias categorias, como a enfermagem.

De acordo com uma nota divulgada pelo Sateal, o sindicato dos trabalhadores, dos 270 leitos disponíveis, apenas dois estariam ocupados com pacientes. "Todos os serviços estão fechados, o hospital está parado. Os funcionários aguardam em casa o retorno das atividades", diz o texto.

Segundo o sindicalista Mário Jorge, a direção do Hospital Veredas demitiu 157 profissionais de todas as categorias. Essas pessoas estão deixando as atividades sem fazer o exame demissional, como determina a legislação trabalhista, e terão de recorrer à justiça para receber o que é de direito.

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