JUSTIÇA

MPAL quer cassar liminar que deu prisão domiciliar a empresário foragido

Carlos Eduardo Pedrosa foi condenado a mais de 14 anos de prisão por homicídio
Por Redação 04/04/2025 - 19:18
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Reprodução
A vítima, José Alysson Berlamino (à esquerda) e o empresário Dudu do Posto (à direita)
A vítima, José Alysson Berlamino (à esquerda) e o empresário Dudu do Posto (à direita)

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) solicitou à Justiça a revogação da liminar que concedeu prisão domiciliar ao empresário Carlos Eduardo Pedrosa, que está foragido desde o dia 21 de março, dia em que foi condenado a mais de 14 anos prisão pela morte do articulador político José Alysson Belarmino, de 29 anos.

Conhecido como "Dudu do Posto", Carlos Eduardo apresentou um laudo médico para não comparecer ao júri popular. Logo após a leitura da sentença, ele fugiu e foi considerado foragido pela Justiça. O parecer foi deferido após a defesa do empresário alegar que ele sofre de transtorno de ansiedade.

No pedido de revogação da prisão domiciliar do empresário, o MPAL argumenta que Carlos Eduardo não apresenta doença grave que o impeça de cumprir a pena em regime fechado.

"Somente é possível a concessão da prisão domiciliar quando comprovada a impossibilidade da assistência médica adequada no estabelecimento prisional. Assim sendo, não existindo prova idônea de que o paciente está extremamente debilitado por motivo de doença grave, bem como de que o estabelecimento prisional não possui assistência médica adequada, não há o que se falar em conversão da preventiva pela domiciliar", citou a procuradora Neide Maria Camelo da Silva.

O crime aconteceu às vésperas das eleições estaduais em 2014, em União dos Palmares, no interior de Alagoas. José Alysson Berlamino, de 29 anos, foi assassinado a tiros na saída de um comício eleitoral. De acordo com as investigações, o empresário e o articulador político estavam trabalhando juntos na campanha de um deputado, quando houve um desentendimento entre eles.

Ainda segundo os relatos, a vítima seria o coordenador político do deputado e Carlos Eduardo cuidava das despesas de campanha do parlamentar. Após desconfiar de um suposto desvio de verbas, José Alysson teria rompido com o empresário acabou sendo morto.

Carlos Eduardo passou nove meses foragido e se apresentou à polícia em 2015. Porém, o empresário ficou apenas 2 meses preso e ganhou o direito de responder o crime em liberdade, após apresentar um laudo médico atestando problemas de saúde. O MPAL denunciou Carlos Eduardo pelo crime de homicídio qualificado. A defesa conseguiu dois anos de redução de pena após confessar a autoria do assassinato.

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