Denúncias pesadas

Juíza punida pelo TJAL foi denunciada por jornalista Maria Aparecida

Profissional foi presa em 2023 acusada de caluniar magistrada, hoje renegada pelo Judiciário
Divulgação
Jornalista Maria Aparecida quando foi encaminha ao Presídio Santa Luzia, em 2023
Jornalista Maria Aparecida quando foi encaminha ao Presídio Santa Luzia, em 2023

A decisão do Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) de aposentar compulsoriamente a juíza Emanuela Bianca de Oliveira Porangaba, adotada na última terça-feira, dia 20, pode ter pego muita gente de surpresa, mas o envolvimento da magistrada com o crime já vinha sendo denunciado desde 2023 pela jornalista Maria Aparecida de Oliveira, que chegou a ser presa preventivamente, apesar de ter 73 anos de idade,  sob acusação de calúnia, injúria e difamação contra a juíza.

Em 2023, Maria Aparecida veiculou em rede social, onde tinha um canal de 'jornalismo alternativo', que a juíza Emanuela Porangaba tinha participação em esquemas criminosos, incluindo indenizações da Braskem. Por determinação do juiz George Leão, da 12ª Vara Criminal de Maceió, a jornalista foi presa e o caso ganhou repercussão nacional.

Na ocasião quando foi detida, Maria Aparecida, conhecida por sua postura crítica, alegou perseguição e disse temer pela própria vida. A prisão foi duramente criticada por entidades e defensores da liberdade de imprensa e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin atendeu ao pedido de habeas corpus da defesa da jornalista e mandou soltá-la, convertendo a prisão em medidas cautelares.

Já a juíza Emanuela Porangaba, estava afastada de suas atividades desde junho de 2024, respondendo a inquérito administrativo disciplinar que apurou suspeitas de favorecimento indevido ao escritório Mousinho e Mousinho Advogados Associados, durante sua atuação como juíza substituta em comarcas do interior do estado e também em plantões judiciais na capital no período entre 20222 e 2024.

A estratégia, segundo o inquérito, envolvia o ajuizamento de ações com endereços falsos ou inexistentes, com o objetivo
de direcioná-las às comarcas onde a magistrada atuava como substituta temporária, em períodos de cerca de 15 dias, como ocorreu em Murici, Campo Alegre, São Luís do Quitunde e São José da Laje. A investigação foi iniciada após o então corregedor-geral, desembargador Domingos de Araújo Lima Neto, identificar padrões suspeitos em decisões da magistrada e inconsistências
em documentos processuais, como petições iniciais com erros nos dados das partes. O EXTRA, na edição atual nº 1316, traz a matéria completa sobre a aposentadoria compulsória da juíza e os motivos que levaram o pleno do TJAL a determinar a medida punitiva.


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