MACEIÓ
Moradores fecham Av. Josefa de Melo em protesto contra retirada de ônibus
Manifestantes afirmam que a empresa Cidade de Maceió recebeu ordem para não entrar na comunidade
Moradores do bairro São Jorge, em Maceió, fecharam a Av. Josefa de Melo na manhã desta sexta-feira, 29, em protesto contra a retirada de ônibus do bairro. Eles afirmam que a empresa Cidade de Maceió recebeu ordem do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) para não entrar na comunidade em nenhum horário.
Segundo os moradores, a decisão seria uma retaliação. “A retaliação é uma forma deles punirem os moradores por terem feito manifestação. Estamos aqui cobrando o direito de ter um transporte com qualidade e objetivo”, disse o representante comunitário Josivan Silva.
A população pede que os ônibus façam o retorno em frente a um mercadinho do bairro. Eles alegam que fiscais do DMTT registraram imagens de uma rua incorreta para justificar a impossibilidade de circulação dos veículos na região.
A cadeirante Rosenilda Maria também relatou dificuldades. “Me deixaram no ponto e falaram que não poderiam fazer nada. Eu precisei me locomover cerca de 2 km até chegar em casa. Elevador quebra sempre. Na semana passada eu precisei ser carregada”, disse.
O representante comunitário declarou ainda que monitora diariamente o trajeto dos veículos. Os moradores agora pedem que o Ministério Público acompanhe uma reunião na prefeitura de Maceió para buscar soluções.
Outro lado
Em nota, o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) informou que o trajeto dos ônibus que atendem a região do São Jorge para retornar à Av. Josefa de Melo será feito entrando na Rua Santa Amália, fazendo a conversão à esquerda na segunda via de acesso e novamente à esquerda na Av. Rui Barbosa.
"O DMTT já está em trabalho para instalar o abrigo de ônibus e ressalta que foi aberto processo junto à ILUMINA para reforçar a iluminação na região. Uma reunião com as lideranças do bairro foi marcada para a primeira quinzena de setembro", explicou.
O órgão ressalta ainda que realizou visita técnica à Rua Santa Amália, no São Jorge, e foi constatada a inviabilidade de os ônibus do transporte público realizarem a manobra de retorno por aquela via. O local é um ponto estreito, que coloca em risco pessoas, imóveis e até outros veículos na região.
"Os ônibus possuem pontos cegos e mesmo que a via esteja sem veículos, trata-se de uma manobra complexa. A preocupação do órgão é, única e exclusivamente, em preservar vidas", concluiu.