DEPOIMENTO

Alfredo Gaspar nega ter dado voz de prisão a delegado

Parlamentar relatou que só após decisão do STF o delegado prestou esclarecimentos à CPMI
Por Redação 29/08/2025 - 14:13
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Assessoria
Relator da CPMI, Alfredo Gaspar
Relator da CPMI, Alfredo Gaspar

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), criticou a postura de um delegado que, durante depoimento à comissão, se recusou a responder questionamentos já divulgados na imprensa. O parlamentar afirmou que o policial alegou estar cumprindo ordens superiores para proteger o sigilo da operação.

Segundo Gaspar, foi necessário que o Supremo Tribunal Federal (STF) interviesse para garantir que as perguntas fossem respondidas. “Depois da decisão do STF, tudo ficou resolvido: o delegado deveria falar, salvo em situações que envolvessem informações realmente sigilosas. O que não estava em discussão”, disse o deputado em nota.

O parlamentar nega que a discussão tenha chegado ao ponto de envolver ameaças de coerção. "Como relator, apenas reforcei que não cabe à testemunha calar a verdade, salvo nas exceções previstas em lei. O que não era o caso. Por isso, não aceitei o silêncio como resposta", disse.

Gaspar ainda afirmou ter questionado a ausência de pedido de prisão preventiva contra o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais articuladores do esquema investigado. “O que vale para ladrão de celular tem que valer também para bandido endinheirado. Ladrão de milhares de aposentados e pensionistas tem que ser preso imediatamente”, afirmou.


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