MACEIÓ

MPAL firma TAC com Burger King para corrigir irregularidades sanitárias

O cumprimento do acordo será acompanhado em procedimento administrativo próprio
Assessoria
Primeira inspeção da VISA, realizada em março, encontrou problemas como armazenamento inadequado de molhos
Primeira inspeção da VISA, realizada em março, encontrou problemas como armazenamento inadequado de molhos

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Capital – Defesa do Consumidor, firmou, nesta sexta-feira, 14, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a ZAMP S.A., operadora do Burger King, para garantir a adequação das condições higiênico-sanitárias de todas as unidades da rede em Maceió. O acordo foi motivado por irregularidades identificadas pela Vigilância Sanitária Municipal (VISA-Maceió), após denúncias de consumidores sobre possíveis casos de intoxicação alimentar na loja da Avenida Menino Marcelo.

As apurações ocorreram no Procedimento Preparatório nº 06.2025.00000304-7, instaurado após relatos de sintomas compatíveis com intoxicação alimentar. Documentos e inspeções anexados ao procedimento apontaram falhas na manipulação e no acondicionamento de alimentos. Em março, a primeira vistoria da VISA-Maceió registrou armazenamento inadequado de molhos, retirada e acomodação de produtos fora da câmara fria e descumprimento de normas sanitárias. As notificações e prorrogações de prazo não resultaram na correção das falhas, e um auto de infração foi lavrado em junho.

O MPAL determinou inspeções em todas as unidades da rede na capital. Em setembro, o segundo relatório técnico identificou a repetição das mesmas irregularidades de forma sistêmica, ampliando o risco à saúde dos consumidores.

Com o TAC, a empresa deve corrigir as falhas sanitárias, adotar boas práticas de manipulação em todas as lojas, implantar auditorias externas periódicas e garantir acesso irrestrito dos fiscais da VISA-Maceió aos estabelecimentos. Parte das obrigações terá vigência de 24 meses, com possibilidade de prorrogação.

Segundo o promotor de Justiça Max Martins, que assinou o TAC junto com o promotor Dênis Guimarães, o acordo formaliza o reconhecimento dos fatos pela empresa e reforça a atuação do MPAL na proteção do consumidor. O cumprimento das medidas será acompanhado em procedimento administrativo específico.


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