Política

Prefeito exonera comissionados e suspende gratificações dos efetivos

Medida impopular é para reorganizar à administração pública; temporários também não serão renovados
Por Tamara Albuquerque 05/01/2026 - 15:21
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Assessoria
Jarbas Pereira Ricardo, prefeito de São José da Tapera
Jarbas Pereira Ricardo, prefeito de São José da Tapera

Neste início de ano eleitoral os prefeitos dos municípios de Alagoas que, normalmente estufam a administração pública para cumprir negociações com aliados em períodos eleitorais, começam a adotar medidas impopulares para adequar a máquina pública às leis que impõem limites em ações do Executivo. Pode não ser o caso do município de São José da Tapera (AL), mas o prefeito Jarbas pereira Ricardo (MDB), publicou decreto nesta segunda-feira,5, exonerando todos os servidores ocupantes de cargos comissionados, que são de livre nomeação do chefe do Executivo.

Além disso, determinou a suspensão das gratificações concedidas a servidores efetivos, geralmente que exercem funções específicas em cargo de chefias, e findou os contratos de prestação de serviço de natureza temporária. As medidas, também assinadas pelo Secretário Municipal de Administração, Diego Silva de Azevedo, foram justificadas como necessárias à adequação da legislação, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.   

O prefeito cita a necessidade de "readequação administrativa e financeira da gestão municipal" para implementar as medidas e diz que precisa reorganizar a estrutura administrativa para fins de planejamento das ações de governo.

São José da Tapera é um município no sertão de Alagoas, conhecido por sua história de superação, pois já foi considerado um dos municípios mais pobres do Brasil com o pior IDH em 1998. Fica a cerca de 220 km de Maceió e possui população acima de 30 mil habitantes (Censo 2022).

Em dezembro do ano passado, o juiz eleitoral da 51ª Zona, Elielson dos Santos Pereira, cassou os diplomas do prefeito Jarbas Pereira e da vice-prefeita, Jaria Pereira Ricardo, além de decidir pela inelegibilidade do casal. O motivo foi reconhecimento da prática de condutas vedadas durante o período eleitoral.

A decisão foi proferida no âmbito da Justiça Eleitoral. Entre as acusações estão abuso de poder econômico e abuso de poder político. A decisão foi proferida em primeira instância e cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL).


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