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Advogado aciona MPAL contra uso irregular de paredões de som em Paripueira
Representação assinada por Heth César Bismarck aponta poluição sonora recorrente
Uma representação protocolada no Ministério Público de Alagoas (MPAL) denuncia a proliferação de paredões de som em áreas urbanas e na orla de Paripueira, especialmente durante períodos festivos e fins de semana. O documento é assinado pelo advogado Heth César Bismarck Athayde Barbosa de Oliveira, morador do município, que relata impactos diretos à saúde, ao sossego e à qualidade de vida da população.
Segundo a representação, os pontos mais afetados seriam a Avenida Antônio Reinaldo, no centro da cidade, e a Rua Eugênio Costa, na orla marítima, nas imediações de um campo de futebol. O texto descreve episódios de funcionamento contínuo dos equipamentos em volume elevado ao longo do dia, sem fiscalização efetiva, inclusive após tentativas de contato com a Polícia Militar que não teriam obtido resposta.
Além da poluição sonora, o documento menciona outras situações associadas aos eventos, como consumo de bebidas alcoólicas por menores, pessoas urinando em vias públicas, presença de bebês expostos ao barulho excessivo e utilização de áreas próximas à vegetação nativa, o que, segundo o autor, também pode configurar dano ambiental. A repetição dos episódios é apontada como indício de tolerância ou omissão do poder público municipal.
No aspecto jurídico, a representação sustenta que a poluição sonora constitui forma de degradação ambiental e violaria dispositivos da Constituição Federal, do Código Civil e da Lei de Contravenções Penais, que asseguram o direito ao meio ambiente equilibrado, à saúde e ao sossego. Também é destacada a responsabilidade do município pela ordenação do uso do solo urbano e pela fiscalização de atividades em áreas públicas.
Entre os pedidos apresentados ao Ministério Público estão a instauração de procedimento administrativo ou inquérito civil para apuração dos fatos e a tentativa de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município e a Polícia Militar. A proposta inclui a proibição do uso de paredões de som em áreas residenciais, a intensificação da fiscalização e a apreensão imediata dos equipamentos em caso de descumprimento.



