Saúde feminina

Ginecologista alerta sobre a ausência prolongada da menstruação

Alteração hormonal, estresse e variações de peso estão entre as causas do ciclo menstrual irregular
Por Assessoria 15/01/2026 - 15:49
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Assessoria
Caroline Mendes, ginecologista e obstetra da Santa Casa de Maceió
Caroline Mendes, ginecologista e obstetra da Santa Casa de Maceió

A menstruação atrasou por mais de 30 dias? De acordo com a ginecologista Caroline Mendes, da unidade Consultórios Santa Casa Farol, esse é um sinal de que algo pode estar fora do normal e requer investigação médica. Segundo a especialista, embora existam situações fisiológicas em que a ausência do ciclo possa ocorrer é importante identificar a origem do problema para garantir a saúde ginecológica da mulher.

“Se o ciclo tem uma duração maior do que 35 dias, a gente precisa fazer uma investigação. As principais causas para a menstruação ficar ausente por tanto tempo podem ser alterações hormonais, como no caso da síndrome dos ovários policísticos, excesso de peso ou perda excessiva de peso. Situações de estresse e também em algumas mulheres que amamentam”, explica a médica.

Caroline destaca que o primeiro passo para entender a irregularidade menstrual é uma consulta ginecológica completa, que deve ser realizada pelo menos uma vez ao ano.

“Durante a consulta, o primeiro momento é uma conversa para conhecer um pouco sobre a vida da paciente, sua rotina e seus hábitos, e entender se há algo por trás dessa falta de menstruação. O segundo passo é fazer um bom exame físico, pois não tem como avaliar a presença ou ausência de sangramento sem avaliar o canal vaginal e o colo do útero. E, por fim, partimos para a avaliação hormonal, com pedidos de exames laboratoriais e de imagem para identificar as causas do atraso”, detalha a ginecologista.

A médica reforça que ignorar longos períodos sem menstruar pode trazer consequências à saúde reprodutiva, como infertilidade ou outras disfunções hormonais. “Nem sempre a ausência do ciclo é algo grave, mas é fundamental investigar. Cada organismo reage de uma forma, e apenas uma avaliação médica pode indicar o tratamento mais adequado”, conclui Caroline Mendes.Para as mulheres que estão na menopausa, a preocupação é justamente o contrário: a presença de sangramento. De acordo com a médica também se faz necessária uma investigação.

“Um exame que pode ser utilizado na investigação desse tipo de sangramento se chama histeroscopia, que, além de diagnóstico, também é terapêutico. Com uma microcâmera colocada dentro do útero, o que permite a visualização por dentro do órgão, conseguimos identificar se há alguma doença causando o sangramento e tratá-la. Por exemplo, se a mulher apresentou um pólipo dentro do útero, é possível retirá-lo durante o procedimento”, explica Caroline Mendes.


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