MACEIÓ

Joias avaliadas em R$ 2 milhões somem de apartamento na Ponta Verde

Polícia apura furto em imóvel de médica; peças estavam guardadas em cofre
Por Redação 16/01/2026 - 19:17
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Reprodução
Caso é investigado pelo Dracco, da Polícia Civil de Alagoas
Caso é investigado pelo Dracco, da Polícia Civil de Alagoas

Uma médica teve cerca de R$ 2 milhões em joias furtadas de um apartamento localizado na Rua Professora Higia Vasconcelos, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Alagoas, e um Boletim de Ocorrência foi registrado em outubro de 2025.

De acordo com a vítima, aproximadamente 50 joias desapareceram, entre elas 20 anéis, que estavam guardados dentro de um cofre no imóvel. As peças pertencem à família e possuem, além do valor financeiro, alto valor sentimental.

A investigação é conduzida pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). Segundo o delegado José Carlos, a apuração considera que o furto pode ter ocorrido em um intervalo entre maio — último mês em que a médica afirma ter visto as joias no cofre — e outubro, quando percebeu o sumiço e formalizou a denúncia.


Ainda conforme a autoridade policial, esse lapso de tempo dificulta o trabalho investigativo. Mesmo assim, dez pessoas já foram ouvidas, e também foi coletado material genético para comparação.

Uma das diligências ocorreu em São Paulo, após a médica identificar um anel semelhante ao que desapareceu em uma loja do estado. No entanto, após verificação, constatou-se que a peça não era exclusiva, e o estabelecimento apresentou a nota fiscal, descartando a possibilidade de se tratar de uma das joias furtadas.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o autor do furto seja alguém que teve acesso autorizado ao apartamento, já que não foram encontrados sinais de arrombamento. A médica relatou que o imóvel passou por reforma em outubro de 2025, período marcado por intensa circulação de pessoas.

Segundo o delegado, o cofre onde as joias estavam guardadas permaneceu aberto temporariamente devido a intervenções na parte elétrica do apartamento. Outro ponto que reforça a suspeita de acesso autorizado é que, ao notar o desaparecimento das peças, as caixas dentro do cofre estavam organizadas, o que não condiz com o perfil de crimes praticados por invasores.

A médica informou que decidiu oferecer recompensa a quem fornecer informações que levem à identificação do responsável ou à recuperação das joias.

“Além do prejuízo financeiro, convivo com a angústia de não saber quem, entre as pessoas que trabalharam na minha casa, pode estar envolvida. Não acusei nem demiti ninguém para não prejudicar inocentes”, desabafou.

Informações sobre o caso podem ser repassadas de forma anônima à Polícia Civil de Alagoas pelo Disque Denúncia 181 ou pelo site disquedenuncia.seguranca.al.gov.br.


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