defesa

Renan Filho diz que escândalo do Banco Master não atinge Lula

Ministro afirma que encontro entre o presidente e Daniel Vorcaro foi institucional
Por Redação 09/03/2026 - 06:39
A- A+
RICARDO STUCKERT/PR
O ministro Renan Filho com o presidente Lula
O ministro Renan Filho com o presidente Lula

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master não tem relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não deve prejudicar uma eventual campanha de reeleição do petista. Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, neste domingo, 8,  o ministro afirmou que a oposição tenta associar o caso ao governo federal, mas classificou a tentativa como uma narrativa sem fundamento.

Segundo Renan Filho, o encontro entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso, ocorreu em caráter institucional. “Ele recebeu Vorcaro no Planalto como recebeu o setor produtivo inteiro. O presidente recebeu institucionalmente, no papel de presidente da República”, afirmou.

O ministro também declarou que as investigações já demonstram que as conexões envolvendo o banco estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. Para ele, a oposição tenta transferir responsabilidades para o governo federal. “Eles querem jogar para cá, mas as chances são zero”, disse.

Renan Filho argumentou ainda que o próprio governo pode usar o episódio para reforçar críticas ao cenário regulatório anterior. Na avaliação dele, as ações da Polícia Federal e do Banco Central foram decisivas para conter a atuação do banqueiro.

“O enganador até almoça na sua casa. Mas não janta porque no meio da tarde você descobre e toca ele para fora”, afirmou o ministro ao comentar a presença de Vorcaro em agendas no Palácio do Planalto.

O caso também repercute no Congresso Nacional. O senador Renan Calheiros, pai do ministro, preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde Daniel Vorcaro deve prestar depoimento nesta semana.

Questionado sobre críticas de que a comissão poderia direcionar as investigações contra integrantes do chamado centrão, Renan Filho minimizou a possibilidade. Segundo ele, a CAE tem a responsabilidade institucional de ouvir autoridades e agentes do sistema financeiro sempre que necessário.

Para o ministro, a comissão é uma das mais relevantes do Senado, ficando atrás apenas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e tem atribuição para fiscalizar e debater temas ligados ao funcionamento do sistema financeiro nacional.


Encontrou algum erro? Entre em contato