Mata Atlântica em Alagoas
MPAL inicia Plano de Ação Estadual para preservação do pintor-sete-cores
Ações serão coordenadas pelo MPAL com apoio de órgãos ambientais e entidades parceiras
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e diversos órgãos da área ambiental deram o primeiro passo, em reunião ocorrida nesta segunda-feira, 2, para execução dos trabalhos de mais um Plano de Ação Estadual (PAE): trata-se do PAE Pintor-sete-cores, iniciativa que pretende preservar os indivíduos de vida livre e reintroduzir outros em áreas onde eles não mais existem.
De pequeno porte, o passarinho é considerado uma das mais bonitas entre todas as 530 espécies de aves já catalogadas em Alagoas. Por meio do PAE, os órgãos parceiros, sob coordenação do MPAL, vão definir diversos protocolos de trabalho para garantir os cuidados necessários à preservação dos animais que ainda existem na natureza, bem como trazer de volta novos indivíduos, que serão soltos para cumprir seu papel ecossistêmico.
Promotor de Defesa do Meio Ambiente, Alberto Fonseca destacou, durante a reunião na sede do MPAL, em Maceió, que o PAE Pintor-sete-cores, assim como outros já executados, a exemplo do PAE do Mutum-de-alagoas, torna-se possível graças a outras ações, como a conservação de remanescentes de Mata Atlântica e o estímulo à criação das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), um trabalho coordenado pela promotora de Justiça Lavínia Fragoso, titular da 5ª Promotoria de Justiça da Capital (Recursos Hídricos), em parceria principalmente com o setor sucroenergético.
“Ao preservar os fragmentos de mata, estamos contribuindo para a perpetuação das espécies que vivem ali. Com os lançamentos dos Planos de Ação Estadual (PAE), reforçamos o trabalho baseado no tripé de monitoramento, fiscalização e educação ambiental, e é esse tripé que vai embasar o trabalho com o Pintor-sete-cores daqui por diante”, salientou Alberto Fonseca.
“Trata-se de mais um trabalho coordenado pelo MPAL voltado para a conservação da biodiversidade do bioma Mata Atlântica e que protege também os recursos hídricos ao fomentar a criação de áreas protegidas para fins de soltura e refaunação do Sete-cores, o qual vai cumprir sua função na natureza, dentre elas, a dispersão de sementes, contribuindo diretamente para a ampliação da cobertura vegetal bem como para proteção e incremento dos estoques hídricos”, analisou a promotora Lavínia Fragoso.
O presidente do Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), Fernando Pinto, afirmou que a espécie se adapta bem a áreas pequenas, não exigindo, portanto, grandes reservas para sua ocorrência. “Ele tem uma recuperação mais fácil, porém, o grande problema é o tráfico. Por ser um animal muito bonito, é também muito desejado pelos traficantes de animais”, esclareceu.



