Política

Pesquisa Falpe recebe críticas do DataSensus: não representa todo o estado

Levantamento sobre preferência do eleitor foi realizado na Região Metropolitana de Maceió
Por Redação 03/03/2026 - 15:48
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Fotomontagem: Prefeitura de Maceió e Ministério dos Transportes
Pesquisa Falpe foi realizada da Região Metropolitana de Maceió e não representa o estado inteiro, diz diretor do DataSensus
Pesquisa Falpe foi realizada da Região Metropolitana de Maceió e não representa o estado inteiro, diz diretor do DataSensus

A divulgação da pesquisa realizada pelo Instituto Falpe, realizada apenas na Região Metropolitana de Maceió sobre a preferência do eleitor para as eleições de 2026, recebeu duras críticas do diretor do Instituto DataSensus, Eugênio Albuquerque. Nas redes sociais, Albuquerque questiona não só a abrangência da pesquisa como a representatividade. "recortes regionais, quando apresentados como resultado amplo, induzem a interpretações equivocadas", afirma.

No vídeo, Eugênio Albuquerque enfatiza que a eleição para governador e senador é estadual, portanto pesquisas divulgadas ao público deveriam trazer números do estado inteiro, e não apenas de um agrupamento municipal. Ele cobra “ética, transparência e honestidade" da pesquisa Falpe, repercutida nos últimos dias e registrada no TSE sob o número AL-05611/2026.

O levantamento foi feito entre 25 de fevereiro e 1º de março na Região Metropolitana, não em todo o território alagoano. “Isso é desinformação”, diz Albuquerque, ao defender limites para divulgação.

No trecho mais duro da manifestação, Eugênio Albuquerque afirma que divulgar números de uma disputa estadual com base apenas em um recorte regional seria “um absurdo” e chega a defender que a Justiça deveria impedir e que os meios de comunicação não deveriam repercutir o material “se referindo ao estado”. 

“Os institutos são prestadores de serviço, mas não podem estar a serviço de ninguém”, diz, acrescentando que esse tipo de prática “mistura o joio do trigo” e acaba atingindo a credibilidade de todo o setor de pesquisas, inclusive de quem atua com metodologia regular. Segundo a pesquisa, apesar das 1.200 entrevistas, divididas por gênero e idade, com margem de erro de 2,82% para mais ou para menos, o eleitor alagoano não tem candidato certo em meados de março vigente, já que 82% não opinaram sobre o que estava sendo perguntado.

A reportagem do Extra deixa aberto o espaço ao Instituto Falpe para avaliação e considerações.


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