Saúde
Médico denuncia estrangulamento do serviço obstétrico na Unimed
Unidade não tem condições de absorver à demanda; pacientes esperam pelo atendimento
O médico obstetra Kleber Fortes usou suas redes sociais para fazer um alerta e mostrar uma situação preocupante envolvendo a assistência da operadora Unimed. Ele narra uma situação de estrangulamento dos leitos do serviço obstétrico na unidade Unimed, que, avalia, está sem estrutura para atender à demanda espontânea e as pacientes dos próprios médicos credenciados ao plano de saúde.
Segundo ele, na última sexta-feira, 27, havia paciente aguardando para fazer o parto em sala do centro cirúrgico, já que não havia leitos desocupados. Uma paciente do médico, em situação de risco para eclâmpsia, teria passado o dia inteiro aguardando a cirurgia obstétrica, marcada para às 13 horas, adiada para 15 horas e que só foi realizada à meia-noite, quando o centro cirúrgico foi desocupado após atendimentos de emergência.
Kleber Fortes acredita que se os dirigentes da operadora não adotarem medidas, há risco de acontecer alguma "tragédia anunciada" e faz um apelo para que seja revertida a decisão sobre o descredenciamento do serviço na Santa Casa de Misericórdia e também no Hospital Arthur Ramos.
"A população cresceu, a demanda aumentou e nenhum leito obstétrico foi criado", comenta, lembrando que, desde janeiro, realizou 20 partos. Na avaliação do profissional os clientes estão pagando caro pelo plano de saúde sem conseguir te garantias, porque há estrangulamento do serviço. "Peço que repensem esses descredenciamentos e só adotem a concentração de pacientes quando o hospital [Unimed] estiver pronto", enfatiza.



