JUSTIÇA
Serial Killer nega crime contra idosa e questiona provas durante julgamento
Albino Santos disse que assinou confissão para encerrar situação
O réu Albino Santos de Lima afirmou ser inocente durante julgamento realizado nesta quinta-feira, 5, na 7ª Vara Criminal de Maceió, onde responde pela morte de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, caso analisado pelo Tribunal do Júri sob condução do juiz Yulli Rotter.
Durante depoimento, Albino declarou que não há provas que o liguem ao crime e afirmou que a confissão ocorreu após permanecer em uma cela na delegacia, dizendo que assinou o documento para encerrar a situação e depois decidiu desfazer o relato.
No relato, o réu disse que foi colocado em uma cela com chão frio e presença de mosquitos, afirmando que naquele momento pediu para registrarem a confissão, mas depois voltou atrás por entender que não era responsável pelo crime.
O acusado também citou outros processos e afirmou que, nesses casos, a autoria seria do “Arcanjo Miguel”, acrescentando que a acusação busca responsabilizá-lo e mencionando problemas de saúde mental durante o depoimento.
Ao falar sobre as provas, Albino afirmou: “não tem questão balística, se tivesse questão balística, aí sim, eu seria um réu confesso, então não tem questão balística, não tem foto, não tem vídeo, não tem testemunho, não sabe se foi um homem ou se foi uma mulher”.
Na sequência, ele acrescentou: “dizem que foi um homem, pode ser um homem ou uma mulher, um travesti, não importa, foi algum ser humano logicamente contra essa mulher, mas não fui eu, então por isso que eu estou negando essa autoria”.
O julgamento trata da morte de Genilda Maria da Conceição, registrada em sexta-feira, 6 de fevereiro de 2019, quando a vítima foi atingida por disparos enquanto caminhava com o neto de 11 anos para a escola em uma rua de Maceió.
Em depoimento anterior, o acusado afirmou que associava a vítima a pessoas ligadas ao tráfico de drogas, dizendo que usuários se reuniam perto da casa da idosa e relatando que decidiu agir como justiceiro ao relacionar a vítima com essas situações.
127 anos de prisão
Preso desde setembro de 2024, Albino já acumula outras condenações por crimes semelhantes, que somam pelo menos 18 homicídios e seis tentativas, consolidando-o como um dos cinco maiores serial killers do Brasil. Somadas, as penas ultrapassam 127 anos de prisão.



