CASO RIAN

Mandante de morte de jovem é condenado a 24 anos de prisão

Juiz apontou planejamento do crime na decisão que definiu a pena
Por Redação com Assessoria 14/03/2026 - 09:02
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Assessoria MPAL
MPAL consegue condenação acima de 24 anos para mandante do crime
MPAL consegue condenação acima de 24 anos para mandante do crime

Após cerca de 13 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou Wolkmar dos Santos Júnior a 24 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de Rian Venâncio da Silva. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Frederico Monteiro, que apresentou ao conselho de sentença a tese de que o réu foi o autor intelectual do crime.

Os jurados aceitaram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o julgamento houve debates entre acusação e defesa, com réplica e tréplica. Ao final da sessão, o conselho de sentença decidiu pela condenação do réu com base nas provas e nos depoimentos apresentados no processo.

A defesa foi formada por quatro advogados e o réu negou participação no crime. Durante os interrogatórios, surgiram versões diferentes entre o acusado e outros depoentes. Em um dos momentos, Jason afirmou que Eduardo, apontado como executor, teria enterrado a arma do crime e que um homem conhecido como “Pezão” teria desenterrado e guardado o objeto em casa.

Ao ser ouvido, Pezão negou a versão apresentada. Diante da divergência, o promotor pediu uma acareação entre os dois, que ocorreu durante o julgamento. Na ocasião, cada um manteve sua versão sobre os fatos. Para o Ministério Público, os depoimentos indicam a participação de mais pessoas no assassinato de Rian, que tinha 18 anos na época do crime.

Em seu depoimento, Wolkmar Júnior afirmou que o responsável pelo crime seria seu padrinho, identificado como Vavá. Segundo ele, a acusação teria relação com disputa por uma vaga de conselheiro tutelar envolvendo o filho do padrinho. O réu disse ainda que, após o crime, o padrinho teria ligado para sua mãe afirmando que ele seria o mandante.

De acordo com a acusação, a morte foi motivada pelo fim do relacionamento entre o réu e a ex-namorada. A jovem voltou a namorar com Rian, o que, segundo o Ministério Público, teria levado Wolkmar a encomendar o crime. A ex-namorada afirmou em depoimento que o acusado a seguia e fazia ameaças.

Após a sentença, o promotor Frederico Monteiro afirmou que o julgamento reuniu informações que ajudaram a convencer os jurados sobre a participação do réu no crime. Segundo ele, a decisão representa um resultado para a família da vítima após o processo judicial.

Na sentença, o juiz Geraldo Amorim afirmou que o réu havia feito ameaças à vítima e comprado a arma dias antes do homicídio. Para o magistrado, esses elementos indicam planejamento do crime e participação direta na organização da ação. A decisão também aponta que o acusado teria coordenado a atuação de outras pessoas envolvidas no caso.


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