RANKING
AL tem 19,4% de presos provisórios e fica entre os menores índices do país
Estado aparece na 9ª posição em ranking nacional de 2025
Alagoas está entre os estados com menor proporção de presos provisórios do país, com cerca de 19,4% da população carcerária sem condenação definitiva, segundo dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, o que coloca o estado na 9ª melhor posição nacional.
A pesquisa, elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), analisou dados do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) sobre a situação carcerária em todo o país.
Segundo o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), desembargador Márcio Roberto, o resultado positivo no estado reflete um trabalho institucional contínuo de acompanhamento.
“Um aspecto central desse trabalho é o fortalecimento dos espaços de diálogo no âmbito do GMF. A participação ativa do Judiciário, da OAB, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Secretaria de Ressocialização e de outros órgãos permite compreender melhor a realidade do sistema e construir soluções conjuntas, eficazes e alinhadas às necessidades concretas”, destacou.
Ainda de acordo com o desembargador, os mutirões carcerários, que promovem a revisão concentrada de processos, têm sido essenciais para o controle e o monitoramento da situação de cada custodiado.
“Os mutirões promovem a revisão concentrada de processos e o aperfeiçoamento do filtro nas audiências de custódia, garantindo uma análise mais criteriosa da necessidade da prisão”, afirmou.
Além disso, o Poder Judiciário de Alagoas, por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmal), tem investido em capacitações na área. “O investimento contínuo na capacitação de magistrados, pela Esmal, com estímulo à utilização, sempre que possível, de medidas cautelares diversas da prisão, bem como à realização de revisões periódicas dessas medidas, evita a manutenção indevida de restrições à liberdade”, ressaltou o supervisor do GMF.
O juiz Alexandre Machado, titular da 16ª Vara Criminal da Capital - Execuções Penais (VEP), destaca que o índice positivo decorre de uma série de fatores institucionais.
Além da atuação integrada das instituições que compõem o sistema de Justiça, o modelo centralizado da Vara de Execuções Penais e o monitoramento contínuo realizado pelo GMF e pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ/AL) têm contribuído para o controle da situação da população carcerária no estado.
Para o juiz, apesar dos avanços no controle das prisões provisórias em Alagoas, o sistema prisional ainda enfrenta desafios e demanda atenção permanente das instituições.
“Temos um sistema prisional com 6.200 presos para 4.700 vagas, mas vivenciamos um movimento institucional consistente de controle e redução do uso prolongado da prisão provisória, resultado de um trabalho articulado entre as instituições”, afirmou, destacando que a gestão integrada contribui para a proteção das garantias fundamentais dos custodiados.



