Saúde

Deputado anuncia construção de maternidade estadual em Arapiraca

Nezinho diz que governo estadual investirá R$ 60 milhões na obra; cidade não tem serviço obstétrico
Por Redação com assessoria 26/03/2026 - 13:39
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Divulgação
Hospital Chama, em Arapiraca: último serviço obstétrico que foi fechado em Arapiraca
Hospital Chama, em Arapiraca: último serviço obstétrico que foi fechado em Arapiraca

A construção de uma nova maternidade estadual em Arapiraca, com investimento de R$ 60 milhões, foi destacada pelo deputado estadual Ricardo Nezinho (MDB) durante pronunciamento na sessão ordinária desta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa de Alagoas. A iniciativa integra o conjunto de ações do Governo Paulo Dantas para ampliar a estrutura pública de saúde no interior do estado. Arapiraca, a segunda maior cidade de Alagoas, não dispõe de maternidade nas redes pública e privada. 

Apesar de ofertar o atendimento pré-natal, na hora do parto das gestantes são encaminhadas para outros municípios da região, a exemplo de Palmeira dos Índios. Pelo menos cinco unidades de saúde em Arapiraca fecharam a assistência obstétrica em Arapiraca nos últimos anos, incluindo a instituição Nossa Senhora de Fátima, em 2022, a mais antiga da cidade e que foi comprada pelo deputado Ricardo Nezinho, segundo a própria prefeitura.

De acordo com o deputado, os recursos para a construção da maternidade já estão assegurados e o projeto segue em tramitação para abertura do processo licitatório, conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A maternidade será de porte 2, com atendimento obstétrico 24 horas, além de serviços de urgência e emergência, e será mantida pelo Governo do Estado, garantindo funcionamento permanente e assistência regular às gestantes da região.

Durante o pronunciamento, Ricardo Nezinho destacou outros investimentos em saúde no município de Arapiraca, seu reduto eleitoral, como a implantação de uma policlínica estadual, com recursos do Novo PAC, no valor de R$ 17 milhões, ampliando a oferta de consultas especializadas e exames e fortalecendo a rede pública regional.

Redução no número de maternidades

O parlamentar relembrou que Arapiraca enfrentou, ao longo dos últimos anos, uma redução significativa na quantidade de hospitais com serviços obstétricos. Há cerca de duas décadas, a cidade contava com oito unidades hospitalares. Esse número foi reduzido após o encerramento das atividades de diversas instituições, entre elas o Hospital Pedro Albuquerque, em 2008; o Hospital e Maternidade Santa Maria, em 2011; o Hospital e Maternidade Afra Barbosa, em 2021; o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, em setembro de 2022; e, mais recentemente, em 2025, a Maternidade do Chama.

O vereador Rogério Nezinho (MDB), irmão do deputado, atribuiu o fechamento das maternidades ao prefeito Luciano Barbosa, informando que esses fatos ocorreram durante os diversos mandatos dele.

Ao defender a construção da maternidade, Ricardo Nezinho afirmou que Arapiraca construiu, ao longo de décadas, uma trajetória como referência regional no atendimento a gestantes e parturientes, posição que foi gradativamente enfraquecida com o fechamento de unidades privadas. “Todas as maternidades eram particulares. E fecharam”, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, que vem tentando, via governos federal e estadual, uma solução tripartite para o problema.

"Com a nova maternidade estadual e a policlínica, o município vai contar com novos equipamentos públicos planejados para atender a demanda local e regional, contribuindo para reorganizar a rede de assistência materno-infantil e garantir maior segurança às gestantes e aos recém-nascidos", comenta Nezinho. Até lá, no entanto, não há nenhuma estratégia política em andamento para garantir o direito ao nascer num estabelecimento especializado para receber gestantes em Arapiraca.


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