economia
Alagoas registra alta de 7,2% na busca por crédito empresarial
Estado fica abaixo da média regional, mas mantém avanço no acumulado de 12 meses
Alagoas apresentou crescimento de 7,2% na demanda das empresas por crédito no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2026, segundo dados da Serasa Experian. O índice coloca o estado abaixo de outros da região Nordeste, mas ainda dentro de uma tendência de expansão observada em todo o país.
De acordo com o levantamento, todas as unidades federativas nordestinas registraram aumento na busca por crédito no período. No ranking regional, Alagoas aparece atrás de estados como Paraíba (13,7%), Rio Grande do Norte (10,1%), Sergipe (10%) e Piauí (9%), além de Maranhão (8%) e Bahia (7,6%). O desempenho alagoano também supera o de Ceará (6,9%) e Pernambuco, que teve o menor crescimento da região, com 2%.
Apesar de não figurar entre os maiores avanços, o resultado de Alagoas reforça o movimento de aquecimento na procura por recursos financeiros por parte das empresas, especialmente em um cenário econômico desafiador.
No contexto nacional, a demanda por crédito cresceu 9,8% no mesmo período, puxada principalmente pelas micro e pequenas empresas, que registraram alta de 9,9%. Já as médias empresas avançaram 6,2%, enquanto as grandes tiveram crescimento mais moderado, de 3,6%.
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o aumento da demanda ocorre mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão de crédito. Para ela, o comportamento indica que muitas empresas têm recorrido ao crédito não apenas para expandir investimentos, mas também para manter o capital de giro e equilibrar o fluxo de caixa diante da desaceleração econômica.
A análise por setores mostra que o segmento de Serviços liderou o crescimento, com alta de 14,4%, seguido pelo grupo “Demais” (13,6%). Indústria (7,7%) e Comércio (4,7%) também registraram avanço, embora em ritmo mais moderado.
No recorte nacional por estados, o crescimento foi generalizado, com destaque para Mato Grosso do Sul (22,4%), Roraima (21%) e Amazonas (16,2%). Já os menores índices foram observados em Pernambuco (2%), Espírito Santo (2,3%) e Rio de Janeiro (5,3%).



