VIOLÊNCIA

Jacaré é encontrado morto com focinho mutilado em Arapiraca

Secretaria Municipal suspeita de agressão e investiga crime ambiental
Por Redação 15/04/2026 - 18:05
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Reprodução
Jacaré-do-papo-amarelo foi encontrado morto com sinais de mutilação em área próxima ao Riacho Piauí, em Arapiraca
Jacaré-do-papo-amarelo foi encontrado morto com sinais de mutilação em área próxima ao Riacho Piauí, em Arapiraca

Um jacaré-do-papo-amarelo foi encontrado morto na Marginal do Riacho Piauí, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, nesta quarta-feira, 15. O animal apresentava sinais de mutilação e lesões pelo corpo, o que levantou suspeitas de agressão.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, o jacaré era um macho de aproximadamente 1,20 metro e havia sido visto no dia anterior circulando pela rotatória da via, chamando a atenção de moradores da região.

Equipes da pasta recolheram o corpo do animal e iniciaram a apuração do caso. A principal hipótese levantada pelo órgão é de que o jacaré tenha sido agredido até a morte. O superintendente do Meio Ambiente, Fellipe Eduardo, afirmou que a situação causou indignação na equipe responsável pelo monitoramento ambiental.

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Segundo a secretaria, o animal foi encontrado com o focinho cortado e diversas lesões ao longo do corpo, o que reforça a suspeita de violência. Uma força-tarefa foi mobilizada para identificar os responsáveis. Participam das diligências equipes da Fiscalização Ambiental, Guarda Municipal, agentes ambientais e da Polícia Militar.

A prefeitura também orientou a população a respeitar a fauna local e denunciar crimes ambientais aos canais oficiais do município, da Polícia Militar ou do Batalhão de Polícia Ambiental.

A presença de jacarés na área urbana de Arapiraca ainda é considerada recente. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, os registros da espécie na cidade começaram há cerca de 10 anos.

Uma das hipóteses analisadas é a possível introdução dos animais no Riacho Piauí. Há relatos informais sobre a fuga de jacarés de um criadouro clandestino para o rio, mas não existe confirmação oficial dessa informação.

A espécie encontrada possui ampla distribuição no Brasil e é classificada como de “pouco preocupante” em relação ao risco de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

A área onde os animais vivem não é uma unidade de conservação, mas é considerada Área de Preservação Permanente (APP), por estar localizada às margens do rio. Em 2024, chegou a ser discutida a criação de um Refúgio de Vida Silvestre no local, porém a proposta não avançou.

De acordo com o superintendente do Meio Ambiente, agentes ambientais atuam no monitoramento da região e em ações de fiscalização e educação ambiental para evitar contato ou alimentação dos jacarés pela população. Ele também apontou a necessidade de aprofundar estudos sobre o tamanho e a origem da população desses animais na cidade.




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