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Julgamento do caso Davi Silva acontece nesta segunda-feira em Maceió

Após quase 11 anos do desaparecimento, quatro acusados vão a júri popular
Por Redação 04/05/2026 - 08:19
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Divulgação
Foto de Davi sa Silva com a mãe, dona Maria José, que faleceu em dezembro sem ver o julgamento dos acusados
Foto de Davi sa Silva com a mãe, dona Maria José, que faleceu em dezembro sem ver o julgamento dos acusados

O julgamento do caso que envolve o desaparecimento do adolescente Davi Silva ocorre nesta segunda-feira, 4 de maio, no Fórum do Barro Duro, em Maceió. A sessão é aberta ao público e deve reunir familiares, representantes de entidades e membros da sociedade civil.

Vão a júri popular os réus Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, ex-policiais militares acusados de participação no desaparecimento do jovem. O julgamento havia sido adiado anteriormente, o que prolongou a expectativa por uma definição judicial.

O caso é acompanhado pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de Alagoas, que convocou a população, movimentos sociais e a imprensa para acompanhar o julgamento, considerado um momento decisivo na busca por justiça. Davi Silva desapareceu em 25 de agosto de 2014, após sair de casa no Conjunto Moacir Andrade, no bairro Benedito Bentes, e ser abordado por policiais militares. Desde então, nunca mais foi visto.

De acordo com o inquérito policial, o adolescente teria sido torturado e morto após a abordagem. Em 2015, o Ministério Público apontou que os quatro acusados devem responder por tortura, homicídio e ocultação de cadáver, com igual grau de responsabilidade.

O desaparecimento gerou forte comoção social ao longo dos anos e mobilizou familiares e entidades de direitos humanos, que cobram respostas e responsabilização. A trajetória do caso foi marcada por investigações, audiências e sucessivos adiamentos do julgamento.

Em 2025, a família enfrentou mais uma perda com a morte de Dona Maria, mãe de Davi, que por anos liderou a busca por justiça. Para entidades que acompanham o caso, sua história simboliza a luta de diversas famílias que convivem com a ausência e a espera por respostas.

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