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Demissão em massa no Tribunal de Contas revolta servidores
Atos do presidente Bruno Toledo também cortam gratificações e restringem uso da frota oficial
Os servidores do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas foram surpreendidos na última quarta-feira por uma série de medidas administrativas que resultaram em demissões e afastamentos em larga escala. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da própria Corte e assinadas pelo presidente interino da instituição, Bruno Toledo.
As medidas atingem diretores, diretores adjuntos, coordenadores, assessores e trabalhadores terceirizados, todos afastados de suas funções. Além disso, servidores efetivos tiveram gratificações cortadas, o que agravou ainda mais o clima de insatisfação interna.
A repercussão foi imediata dentro do órgão. O ambiente no tribunal é descrito por servidores como de “revolta” diante das medidas consideradas abruptas e sem comunicação prévio. Grupos de funcionários já começaram a se mobilizar e articulam a realização de um protesto nos próximos dias.
Segundo relato de uma servidora, apenas funcionários ligados diretamente ao vice-presidente e conselheiro Otávio Lessa foram atingidos pelas medidas. A situação aumentou ainda mais a tensão interna, levantando questionamentos sobre os critérios adotados nas exonerações.
Até o momento a presidência do TC não se manifestou oficialmente sobre os motivos das demissões. O Jornal Extra entrou em contato telefônico com a direção do tribunal, mas nem o presidente Bruno Toledo nem o vice Otávio Lessa atendeu as ligações.



