JUSTIÇA
Pai de Davi Silva cobra respostas durante julgamento: "Qualquer coisa"
Davi sumiu após ser abordado por militares após sair de casa no Conjunto Moacir Andrade
O pai de Davi Silva, Cícero Lourenço da Silva, afirmou que busca respostas sobre o desaparecimento do filho durante o julgamento que ocorre nesta segunda-feira, 4, no Fórum do Barro Duro, em Maceió, onde quatro ex-policiais militares são julgados pelo caso.
Durante a espera pela sessão, Cícero declarou que deseja saber o destino do filho e pediu esclarecimentos sobre a abordagem feita pelos acusados no dia do desaparecimento do adolescente.
“Eu só quero que ele mostre os ossos do meu filho e me dê qualquer coisa. E vai me dizer que meu filho tava fazendo. Eu sou pai dele. Se ele pegou meu filho com roubo ou com fumo na mão, eu também quero que ele me mostre. Qualquer coisa”, afirmou.
O julgamento envolve Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, acusados de participação no desaparecimento ocorrido em 25 de agosto de 2014.
Segundo as investigações, Davi foi abordado por policiais militares após sair de casa no Conjunto Moacir Andrade, no Benedito Bentes, e não foi mais visto desde então.
O inquérito aponta que o adolescente teria sido submetido a tortura e morto, com ocultação do corpo, e o Ministério Público denunciou os quatro acusados por tortura, homicídio e ocultação de cadáver.
Em 2025, a família registrou a morte de Dona Maria, mãe de Davi, que participou da busca por respostas ao longo dos anos, enquanto o pai segue cobrando informações sobre o que ocorreu com o filho.



