SAÚDE

Morte de turista após comer caranguejo em Alagoas alerta para alergia grave

Ery Gomes teve reação alimentar que evoluiu rapidamente e exigiu socorro imediato
Por Redação 06/05/2026 - 18:14
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Reprodução
Ery Gomes era alérgico a crustáceos
Ery Gomes era alérgico a crustáceos

A morte do cabeleireiro Ery Gomes, de 34 anos, após consumir caranguejo durante férias na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, reacendeu o alerta sobre os riscos de reações alérgicas graves a alimentos, especialmente frutos do mar.

O caso ocorreu na terça-feira, 5. Segundo relatos da família, o turista, que morava em Várzea Grande, no Mato Grosso, já sabia que tinha alergia a camarão, mas acreditava que poderia consumir caranguejo sem desenvolver sintomas. Poucos minutos após a refeição, ele apresentou sinais de reação alérgica intensa e precisou de atendimento emergencial.

Organizações internacionais de saúde estimam que cerca de 250 milhões de pessoas no mundo convivem com algum tipo de alergia alimentar, condição que pode variar de sintomas leves até reações potencialmente fatais.

A reação mais grave relacionada a alergias alimentares é chamada de anafilaxia. Esse quadro ocorre quando o organismo reage de forma exagerada a uma substância presente no alimento, liberando substâncias químicas que podem provocar sintomas em diferentes partes do corpo.

Entre os sinais mais comuns estão coceira na boca ou garganta, inchaço nos lábios e na língua, urticária, náuseas, vômitos e dor abdominal. Nos casos mais graves, a reação pode evoluir para queda de pressão, dificuldade respiratória, alterações cardíacas e colapso circulatório, o que pode levar à morte se não houver atendimento rápido.

Segundo especialistas, frutos do mar estão entre os alimentos que mais desencadeiam alergias em adultos. Camarão, caranguejo, lagosta e outros crustáceos podem provocar reações intensas mesmo em pessoas que já consumiram esses alimentos anteriormente sem apresentar sintomas.

Estudos internacionais indicam que alergias alimentares em adultos têm se tornado mais frequentes. Pesquisas apontam que mais de 10% da população adulta pode desenvolver algum tipo de alergia alimentar ao longo da vida, e parte dessas reações pode surgir mesmo após anos de consumo do alimento sem problemas aparentes.

O maior risco está na rapidez com que a reação pode evoluir. Em alguns casos, os sintomas surgem poucos minutos após a ingestão do alimento e exigem atendimento médico imediato. Por isso, pessoas com histórico de alergia alimentar devem evitar completamente o alimento que provoca a reação e buscar acompanhamento médico para diagnóstico adequado. A identificação correta do agente causador é considerada essencial para prevenir episódios graves.

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