MEIO AMBIENTE
MPF discute regulamentação dos passeios “Banho de Lua” na orla de Maceió
Órgãos público debateram minuta de decreto municipal para ordenar atividade turística noturnaO Ministério Público Federal (MPF) realizou, nesta quarta-feira, 7, uma reunião técnica no auditório da Procuradoria da República em Alagoas (PR/AL) para discutir a regulamentação dos passeios turísticos conhecidos como “Banho de Lua”, realizados na orla marítima de Maceió. O encontro integra o Inquérito Civil nº 1.11.000.000176/2025-99 e reuniu representantes de órgãos municipais, ambientais, Capitania dos Portos, da academia e entidades da sociedade civil.
A discussão foi conduzida no âmbito de uma atuação conciliatória do MPF, iniciada após o recebimento de demandas relacionadas aos impactos provocados pelos passeios noturnos. Entre as principais preocupações apresentadas estão o uso desordenado das embarcações, poluição sonora, iluminação excessiva, riscos à segurança de banhistas e passageiros, além de possíveis danos ambientais à fauna e à flora marinhas.
Participaram da reunião representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), da Capitania dos Portos de Alagoas, da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam), da Procuradoria-Geral do Município, da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Semsc), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), além do Conselho Gestor dos Passeios Turísticos nas Orlas Marítima e Lagunar de Maceió.
Regulamentação em debate - Durante a reunião, os participantes discutiram a minuta de um decreto municipal que deverá estabelecer regras para o funcionamento dos passeios. O objetivo é criar critérios mínimos de ordenamento da atividade, permitindo maior controle por parte dos órgãos públicos e segurança jurídica para fiscalização.
Segundo representantes do município, os passeios continuam sendo realizados, principalmente nas regiões da Ponta Verde e da Pajuçara, em jangadas à vela e embarcações motorizadas. Entre as práticas observadas estão o uso de iluminação em LED, sistemas de som de alta potência, churrasqueiras e consumo de bebidas alcoólicas a bordo.
O DMTT destacou que há dificuldades para atuação mais efetiva devido à ausência de regulamentação específica. Já a Capitania dos Portos informou que realiza fiscalizações esporádicas e que, até o momento, não foram constatadas irregularidades relacionadas à habilitação dos condutores ou consumo de álcool durante a condução das embarcações.
Os debates também abordaram a necessidade de definir limites e parâmetros técnicos para a atividade, como regras sobre iluminação que não afetem o ecossistema marinho, restrições ao uso de fogo e controle de emissão sonora.



