PARTICIPAÇÃO

Ufal e Fiocruz obtêm patente internacional para tratamento da malária

Registro concedido nos EUA envolve método voltado ao combate de cepas resistentes do parasita
Por Redação com Agências 08/05/2026 - 15:09
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UFAL - ASSESSORIA
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Federal de Alagoas

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) obteve a concessão de uma patente internacional para um método de tratamento contra a malária desenvolvido com participação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O registro foi concedido pelo Escritório de Patentes dos Estados Unidos (USPTO). As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

A patente envolve o uso do composto DAQ no combate a cepas do parasita resistentes aos medicamentos utilizados atualmente no tratamento da doença. Além da Ufal e da Fiocruz Minas, por meio do Instituto René Rachou, a patente também é assinada pela University of California San Francisco (UCSF) e pela PUC-Rio.

O estudo retomou pesquisas sobre a molécula DAQ, descrita na década de 1960. Segundo os pesquisadores, novas abordagens da química e da biologia molecular permitiram identificar características da estrutura do composto relacionadas ao combate ao Plasmodium falciparum, parasita associado às formas graves da malária.

De acordo com os pesquisadores, o composto atua impedindo o parasita de neutralizar substâncias tóxicas produzidas durante a digestão da hemoglobina humana. O processo leva à morte do microrganismo.

Os testes também indicaram ação do composto contra o Plasmodium vivax, espécie responsável pela maior parte dos casos de malária registrados no Brasil, além de resultados nas fases iniciais da infecção.

Outro ponto apontado pelos pesquisadores é o custo potencial de produção da molécula. Segundo o grupo, o fator pode ampliar o acesso ao tratamento em países de baixa e média renda onde a malária é registrada.

Apesar da concessão da patente, válida até setembro de 2041, o composto ainda passará por novas etapas de pesquisa antes de ser disponibilizado como medicamento. Entre as próximas fases previstas estão testes de toxicidade, definição de dosagens e desenvolvimento da formulação farmacêutica.

Os pesquisadores afirmaram que a cooperação entre universidades e instituições de pesquisa é parte do processo de desenvolvimento de alternativas terapêuticas para enfrentar a resistência do parasita aos medicamentos atuais.


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