Polícia
Justiça decreta preventiva do autor do duplo homicídio de policiais
MPAL solicitou quebra de sigilo telefônico de Gildade Góes e das vítimas
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) solicitou e a Justiça decretou a prisão preventiva do policial Gildade Góes, autor dos disparos que matou à queima roupa e dentro da viatura os policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes. Também foi concedida a quebra de sigilo telefônico e realização de exames toxicológicos do policial. O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira, 20, em Delmiro Gouveia.
Além disso, foi solicitada a realização de exames toxicológicos das vítimas, o levantamento e análise de imagens de câmeras de vigilância da região; a oitiva de testemunhas que possam ter presenciado os fatos ou que tenham convivido com as partes na noite anterior e diligências na cidade de Piranhas, tendo em vista as informações de que as vítimas e o suspeito estiveram ingerindo bebida alcoólica na cidade antes dos fatos.
A informação do MPAL foi divulgada em nota pelo promotor de Justiça Dênis Guimarães, titular da 1ª Promotoria de Justiça da cidade. Segundo ele, a 1a Promotoria de Justiça da cidade, acompanha as primeiras diligências e a investigação policial e os pedidos à Justiça foram concedidos. Confira a nota:
NOTA:
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) informa que tomou conhecimento do caso de duplo homicídio ocorrido nesta quarta-feira (20), em Delmiro Gouveia, envolvendo policiais civis, e que, por meio da 1a Promotoria de Justiça da cidade, acompanha as primeiras diligências e a investigação policial. O promotor de Justiça Dênis Guimarães esteve pessoalmente na Delegacia Regional, onde manteve contato com os delegados. Já ocorreu a audiência de custódia, em que o MPAL solicitou as seguintes diligências, as quais foram autorizadas pelo Poder Judiciário: quebra de sigilo telefônico e realização de exames toxicológicos do suspeito; realização de exames toxicológicos das vítimas; levantamento e análise de imagens de câmeras de vigilância da região; oitiva de testemunhas que possam ter presenciado os fatos ou que tenham convivido com as partes na noite anterior; e diligências na cidade de Piranhas, tendo em vista as informações de que as vítimas e o suspeito estiveram ingerindo bebida alcoólica na cidade antes dos fatos. Durante a audiência, a prisão em flagrante do suspeito foi convertida em prisão preventiva. A investigação segue a cargo da Polícia Civil e, tão logo o inquérito policial seja concluído e enviado ao MPAL, serão tomadas as medidas que o caso requer.



