Saúde

Internações por causa da 'Influenza A' estão em níveis elevados em Alagoas

Fiocruz destaca a importância da vacinação diante do aumento da circulação do vírus
Por Redação 25/05/2026 - 14:33
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Agência Alagoas
Fiocruz afirma que Maceió tem elevação alta de hospitalização por causa da Influenza A
Fiocruz afirma que Maceió tem elevação alta de hospitalização por causa da Influenza A

A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada na última quinta-feira, 21, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta um aumento contínuo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo país. Segundo o levantamento, o avanço das notificações entre crianças pequenas está associado principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR). Já nas demais faixas etárias, o crescimento dos casos tem sido impulsionado pela influenza A.



A atualização do boletim mostra que os casos de SRAG associados ao VSR seguem em alta na maior parte dos estados do Nordeste e no centro-sul do país. Na Região Norte, o Pará apresenta tendência de crescimento das hospitalizações relacionadas ao vírus, alcançando uma incidência considerada extremamente alta. Nos demais estados do Norte, assim como no Distrito Federal e em Goiás, os casos graves provocados pelo VSR permanecem estáveis ou em queda.

Em Alagoas as internações de pessoas por causa da Influenza A continua em níveis elevados. A hospitalização também permanece alta no Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Sergipe. Já as ocorrências de SRAG associadas à Covid-19 seguem em baixa na maior parte do país, embora os dados indiquem retomada do crescimento no Ceará e no Maranhão.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca a importância da vacinação diante do aumento da circulação da influenza A e do VSR. “E mesmo com a baixa circulação da Covid-19, também é importante que a população de risco esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra o vírus, já que ele ainda é uma causa importante de óbitos por SRAG entre os idosos”, complementa.

Prevalência dos vírus


Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

24,5% de influenza A

4,4% de influenza B

44,5% de VSR

24,4% de rinovírus

2,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

51,8% de influenza A

4% de influenza B

11,4% de VSR

15,4% de rinovírus

11,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19)


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