JUSTIÇA

Caso Mônica Cavalcante: júri popular de acusado é remarcado para novembro

Sessão foi remarcada após suspensão e análise de recursos da defesa
Por Redação 18/06/2026 - 20:15
A- A+
Arquivo Pessoal
Mônica Gomes Cavalcante Alves foi morta em junho de 2023, em São José da Tapera
Mônica Gomes Cavalcante Alves foi morta em junho de 2023, em São José da Tapera

A Justiça de Alagoas definiu uma nova data para o júri popular de Leandro Pinheiro Barros, acusado de assassinar a esposa, Mônica Gomes Cavalcante Alves, em São José da Tapera, no Sertão alagoano. O julgamento está marcado para o dia 9 de novembro, conforme decisão publicada nesta semana.

Inicialmente, a sessão do Tribunal do Júri estava prevista para ocorrer em 18 de agosto, mas foi suspensa após recursos apresentados pela defesa do réu.

Segundo a decisão, além da remarcação da data, foram determinadas providências administrativas para a realização da sessão, incluindo o fornecimento de alimentação aos participantes e o apoio da Polícia Militar para reforçar a segurança no local do julgamento.



Em maio deste ano, o júri foi retirado da pauta depois que a defesa recorreu de uma decisão judicial. Na ocasião, o juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque, da 5ª Vara Criminal de Arapiraca, informou que não poderia analisar os recursos devido ao pedido de desaforamento do processo.

Com isso, os autos retornaram temporariamente para a Vara do Único Ofício de São José da Tapera, onde o caso teve início, para apreciação das questões levantadas pela defesa.

Após a análise, a Justiça definiu o dia 9 de novembro para a realização do julgamento.

O feminicídio de Mônica Gomes Cavalcante Alves, de 26 anos, ocorreu em junho de 2023 e gerou forte repercussão em Alagoas e em outros estados.

A jovem foi morta a tiros em via pública e teve o corpo abandonado em frente ao fórum de São José da Tapera. Horas antes do crime, ela gravou um vídeo relatando viver um relacionamento abusivo, marcado por agressões físicas e psicológicas.

Nas imagens, Mônica afirmou que estava tentando se esconder do companheiro e declarou que, caso fosse encontrada morta, o responsável seria o marido.

De acordo com as investigações, o casal havia participado de uma festa no dia do crime. Após uma discussão, Leandro teria retornado à residência, buscado uma arma de fogo e voltado para atirar contra a vítima.

Após o assassinato, Leandro Pinheiro Barros deixou o país e permaneceu foragido por cerca de dez meses. Ele foi localizado na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e posteriormente transferido para Alagoas.

O Ministério Público de Alagoas chegou a solicitar o desaforamento do julgamento, alegando que a repercussão do caso e o círculo de amizades do acusado na cidade poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados.

Leandro responde por homicídio triplamente qualificado, incluindo feminicídio, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.


Encontrou algum erro? Entre em contato