Sistema Prisional

Presídios de Maceió registram dois homicídios de detentos em 48 horas

Casos foram registrados no Cyridião Durval e no Presídio de Segurança Máxima 1
Divulgação
Presídio Professor Cyridião Durval de Oliveira e Silva, em Maceió
Presídio Professor Cyridião Durval de Oliveira e Silva, em Maceió

O Sistema Prisional em Alagoas está sob alerta e mobilizando esforços para esclarecer as mortes de dois detentos, ocorridas em 48 horas, nas celas do Presídio Professor Cyridião Durval de Oliveira e Silva e no Presídio de Segurança Máxima 1. Os dois casos denunciam a vulnerabilidade da segurança interna nos presídios, segundo avaliação do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Alagoas (Sindppen-AL).

As autoridades de segurança pública de Alagoas investigam as mortes, cuja principal hipótese é de homicídio, segundo relatórios das equipes plantonistas. Os óbitos ocorreram de forma consecutiva e foram descobertos durante rotinas internas das unidades penais. As informações foram divulgadas pelo site Alagoas24horas.

O primeiro corpo foi localizado na última sexta-feira, dia 3, dentro do Presídio de Segurança Máxima 1. Os policiais penais encontraram o corpo do interno durante o período regulamentar do banho de sol dos reeducandos. No sábado, dia 4, outro corpo foi localizado no Presídio Professor Cyridião Durval, no momento em que era distribuída a alimentação para os detentos.

As circunstâncias dos óbitos ainda permanecem sob sigilo técnico. Internos apontados como suspeitos foram encaminhados até a Central de Flagrantes, em Maceió, para a abertura dos procedimentos cartoriais e isolamento disciplinar. Ainda não é possível afirmar se há relação entre as duas mortes.

Dados do sistema Geopresídios, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que o estado possui capacidade para abrigar 4.499 pessoas privadas de liberdade, mas atualmente mantém 6.217 detentos em suas unidades prisionais. O excedente de 1.718 presos representa uma ocupação de cerca de 38% acima da capacidade instalada e é um dos maiores desafios da Segurança Pública no estado.

Resposta Oficial 

Em nota à imprensa, a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) detalhou que as equipes das unidades prisionais adotaram rigorosamente todos os protocolos de contenção previstos para situações pós-crise. O órgão efetuou a comunicação imediata do fato à Polícia Civil, à Polícia Científica e ao Poder Judiciário para que as devidas perícias médicas fossem realizadas dentro dos pavilhões.

O trabalho integrado busca agora individualizar as condutas, apontar a motivação dos crimes e verificar se há conexão entre as mortes das duas unidades penais.


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