JUSTIÇA
Donos de pousada viram réus por morte de turistas em piscina em Maragogi
Eletricista também responderá por homicídio culposo após denúncia do MPAL
Os dois proprietários de uma pousada em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, e um eletricista passaram a responder na Justiça pelas mortes de uma mãe e do filho de 11 anos, eletrocutados na piscina do estabelecimento em janeiro deste ano. A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) foi recebida pela Vara de Único Ofício de Maragogi, que tornou os três acusados réus.
O caso aconteceu no dia 6 de janeiro, quando Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o filho, Arthur Klein Helfstein Alves, de 11, naturais de São Paulo, estavam hospedados no local durante as férias em Alagoas.
A investigação da Polícia Científica concluiu que as mortes foram provocadas por uma descarga elétrica causada por uma instalação irregular na área da piscina.
De acordo com a perícia, um "varal de luzes" instalado ao redor da piscina estava em contato com a estrutura metálica do guarda-corpo, transmitindo uma corrente elétrica de aproximadamente 220 volts. Como o ambiente estava molhado e sem proteção adequada, a estrutura tornou-se um ponto de risco.
Segundo os peritos, o menino teria sido o primeiro a tocar na estrutura metálica e recebido a descarga elétrica. Ao tentar socorrê-lo, a mãe também sofreu o choque. Os dois caíram na piscina e afundaram antes de serem resgatados.
Com a abertura da ação penal, a Justiça dará sequência ao processo, que inclui a coleta de depoimentos, apresentação de provas e demais etapas previstas no rito processual.



