Segurança
MP investiga segurança do estádo do ASA após confusão na Copa do Brasil
Árbitro José Mendonça relatou confusão entre atletas e também citou invasão de torcedores
O Ministério Público de Alagoas instaurou nesta quarta-feira, 15, um inquérito civil para apurar a segurança da partida entre ASA e Operário-MS, realizada, em 25 de fevereiro de 2026, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.
A apuração publicada no Diário Oficial do órgão foi aberta pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapiraca, na área de Defesa do Consumidor, após notícia sobre tumultos, invasão de campo e episódios de violência ao fim do jogo pela Copa do Brasil.
Na súmula, o árbitro José Mendonça da Silva Júnior (PR) relatou a confusão entre atletas e comissões técnicas e também citou a invasão de torcedores e arremesso de objetos no gramado.
Após a partida, com auxílio das imagens, o juiz expulsou o zagueiro Cristian Lucca, o atacante Wandson, o meia Sammuel e o atacante Keliton, do ASA, e o zagueiro Jonilson, do Operário-MS.

O procedimento cita como parte passiva o ASA, na condição de clube mandante, o Município de Arapiraca, como proprietário e administrador do estádio, e a Federação Alagoana de Futebol, organizadora da competição.
Segundo a portaria, o MP pretende verificar o cumprimento das obrigações de segurança pelos responsáveis pelo evento e avaliar se houve falha no serviço prestado aos torcedores presentes à partida.
A Promotoria informou que a Federação Alagoana de Futebol respondeu que os fatos são objeto de processo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A CBF, segundo o documento, ainda não havia respondido ao ofício enviado pelo MP.
O MP também aguarda respostas do 3º Batalhão da Polícia Militar e do ASA. Foram requisitados relatórios de ocorrências, boletins, plano de segurança, relação de seguranças privados e documentos sobre a capacidade do estádio.
A Prefeitura de Arapiraca deverá enviar, em 15 dias, o contrato ou instrumento de cessão de uso do estádio, laudos de vistoria de grades, acessos e iluminação, além de documentos sobre a regularidade junto ao Corpo de Bombeiros.
O Corpo de Bombeiros também foi acionado para apresentar o Auto de Vistoria e o licenciamento do estádio válidos na data da partida, além da capacidade de público aprovada para o imóvel.
A Promotoria ainda pediu imagens das câmeras internas do estádio, especialmente do período entre o apito final e o encerramento do evento, e reiterou pedido de manifestação à CBF, com prazo de 10 dias.



