SAÚDE
Alagoanos reduzem compra de açúcar, bebidas e mercearia, mostra estudo
Levantamento mostra avanço da procura por alimentos in natura e proteínas
Os hábitos de consumo dos alagoanos acompanham uma mudança observada em todo o país, com maior procura por alimentos considerados mais nutritivos e redução na compra de produtos de mercearia. Dados da Scanntech, empresa de inteligência de mercado para o varejo, apontam crescimento da demanda por frutas, ovos, água e alimentos ricos em proteína, enquanto itens como açúcar, massas instantâneas, hambúrgueres e bebidas açucaradas perderam espaço no consumo.
Em Alagoas, entre 2022 e 2025, a procura por produtos de mercearia caiu 13,9%, enquanto a demanda por itens de mercearia básica, como arroz, açúcar, sal, macarrão e feijão, recuou 9,7%. O consumo de bebidas registrou queda de 14,3% e o de produtos perecíveis diminuiu 12,9% no mesmo período.
No Nordeste, a tendência também é observada. A região registrou redução de 4,6% na procura por produtos de mercearia, retração de 5,6% na mercearia básica e queda de 4,7% nas bebidas. Entre as categorias analisadas, apenas os perecíveis apresentaram crescimento, com alta de 1,6%.
Segundo o gerente de Categorias do Grupo Andrade, distribuidor que atua em Alagoas, Pernambuco e Sergipe, Augusto Vital, o aumento da prática de atividades físicas e a busca por alimentação equilibrada têm alterado o perfil de consumo. De acordo com ele, supermercados e distribuidoras ampliaram a oferta de produtos com menos açúcar, maior teor de proteínas e ingredientes naturais para atender à demanda.
O levantamento também mostra crescimento da procura por refeições prontas produzidas por rotisserias, wraps e pratos preparados, indicando que a praticidade continua influenciando as decisões de compra. O segmento de suplementos alimentares, como whey protein e creatina, também apresentou aumento na demanda nos últimos anos.
De acordo com a Scanntech, fatores como a maior preocupação com a alimentação e o uso de medicamentos para perda de peso também influenciam esse comportamento. Diante desse cenário, redes de supermercados, distribuidores e a indústria de alimentos têm adaptado seus portfólios, ampliando a oferta de produtos voltados ao consumo de alimentos frescos, funcionais e com maior teor de proteínas.



