ELEIÇÕES 2026

87,3% da Câmara busca a reeleição. Veja a situação da bancada de Alagoas

Taxa é a maior da série histórica iniciada em 1990
Reprodução
Arthur Lira vai tentar uma vaga no Senado nas eleições de outubro
Arthur Lira vai tentar uma vaga no Senado nas eleições de outubro

Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) na Câmara dos Deputados revela que 87,32% dos parlamentares, ou 448 deputados federais dos atuais 513, vão tentar manter o mandato nas eleições deste ano. O número é superior em relação as eleições de 2022.

Os demais 65 parlamentares em exercício do mandato fizeram outras opções, como disputar os cargos de senador, governador, deputado estadual, vice-governador ou vice-presidente, ou, ainda, desistiram de concorrer a cargo público. O estudo mostra, desta forma, que a renovação na Câmara deve ficar abaixo de 49%. Em comparação, a taxa dos deputados que pretendiam concorrer em 2022 alcançou 86,9% (446). Naquele pleito, o índice de reeleição –os que realmente foram eleitos– foi de 65,6%.

A renovação da bancada federal de Alagoas na Câmara também deve ser mínima, visto que dos 7 atuais deputados 9 buscam a reeleição. São eles: Daniel Barbosa (PP), delegado Fábio Costa (PP), Isnaldo Bulhões (MDB), Luciano Amaral (PSB), Marx Beltrão (União) Rafael Brito (MDB) e Nivaldo Albuquerque (Republicanos). Alfredo Gaspar (PL) e Arthur Lira (PP) vão tentar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

O número definitivo de candidaturas será confirmado após as convenções partidárias, que terminam no dia 5 de agosto, segundo o calendário eleitoral. Depois dessa data, as candidaturas serão registradas oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral. O histórico de reeleição na Câmara dos Deputados indica que cerca de metade dos congressistas se reelege em cada eleição. No total, a média de reeleição da Casa é de 65%. Em consequência, a renovação (novos congressistas) cai a cada ano. Em 1990, o índice de renovação foi 61,8%. Em 2022, foram 237 (46,3%) novos deputados.

Incentivos

O estudo indica que um conjunto de fatores favorece os candidatos à reeleição ante os novatos. Dentre eles, estão o limite de candidaturas por vaga e a nova forma de cálculo das sobras eleitorais (que exige que partidos atinjam 80% do quociente e candidatos, 20%), em seguida estão:
1ª) emendas parlamentares individuais, cujo valor anual supera R$ 26,6 bilhões (valores previstos para 2026);
2ª) cota para o exercício da atividade parlamentar (verba de gabinete), que varia entre R$ 30 mil e R$ 44.320,46 por mês;
3ª) verba mensal de R$ 111.675,59 destinada à contratação de 5 a 25 secretários parlamentares, tanto no gabinete em Brasília quanto no estado de origem do parlamentar;
4ª) prioridade na distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral); e
5ª) poder político, prestígio institucional e maior acesso aos veículos de comunicação, muitas vezes em razão do interesse desses próprios veículos em manter boa relação com os detentores de mandato.

No Senado Federal, que renova parte de sua composição a cada quatro anos — um terço em uma eleição e dois terços na seguinte —, haverá nesse pleito a renovação de dois terços da Casa, ou seja, 54 das 81 vagas. Dos 54 senadores em final de mandato, 34 (62,96%) indicam que disputarão a reeleição. Os demais 20 optaram por outras candidaturas, como à Presidência da República, aos governos estaduais ou aos cargos de deputado federal e deputado estadual, entre outras.


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