saúde pública
Maceió sedia o maior encontro nacional e internacional em defesa do SUS
Evento é organizado pela Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde
Maceió sedia o 11º Seminário Nacional e 2º Seminário Internacional da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, que inicia nesta quarta-feira , 12,, no campus da Universidade Federal de Alagoas - Ufal. Com o tema “A privatização da saúde e as ameaças ao sistema público e estatal: resistências à mercantilização e a defesa do SUS”, o evento propõe um amplo debate sobre o avanço de modelos privatistas e suas consequências para o acesso universal à saúde.
O evento é organizado pela Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde e reunirá pesquisadores, profissionais, estudantes e movimentos sociais de diversas regiões do Brasil e do exterior para discutir os impactos da privatização da saúde e os desafios para a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os destaques da programação estão nomes reconhecidos nacionalmente no campo da saúde coletiva e das políticas públicas, como Paulo Henrique de Almeida Rodrigues (IMS/UERJ) e Paulo Amarante (Fiocruz), referências nos estudos críticos sobre privatização da saúde e reforma psiquiátrica no Brasil, além de Nila Heredia Miranda, médica ativista e política boliviana; Virgínia Fontes, historiadora da UFF, Mário Rovere, médico de Saúde Pública e diretor da Escola de Governo em Saúde, de Buenos Aires; Professor Gianni Fresu, de Filosofia da Universidade de Cagliari; Maria Inês Bravo, professora aposentada da UFRJ e UERJ; Professora Dra Maria Valéria Correia, do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social - PPGSS/Ufal, integrante da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, entre outros.
A programação inclui mesas de debate, atividades acadêmicas, apresentação de trabalhos científicos e discussões temáticas que abordam desde a determinação social do processo saúde-doença até o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a crítica às comunidades terapêuticas.
O seminário também busca fortalecer a articulação entre movimentos sociais, universidades e trabalhadores da saúde, reafirmando a defesa de um SUS público, estatal, universal e de qualidade, em consonância com os princípios da Reforma Sanitária Brasileira. Além disso, representa um importante espaço para fortalecer a integração latino-americana na defesa do direito universal à saúde, promovendo o diálogo entre experiências de resistência ao avanço da mercantilização da vida e das políticas públicas.



