JUSTIÇA

Namorada é indiciada por incêndio que matou fundador de organizada do CSA

Polícia Civil aponta que fogo foi provocado de forma intencional em kitnet no Farol
Reprodução
Luiz Gustavo Nascimento Lins morreu após sofrer queimaduras em cerca de 90% do corpo durante incêndio em uma kitnet no Farol, em Maceió
Luiz Gustavo Nascimento Lins morreu após sofrer queimaduras em cerca de 90% do corpo durante incêndio em uma kitnet no Farol, em Maceió

Ana Beatriz dos Santos foi indiciada por homicídio qualificado pela morte do namorado, Luiz Gustavo Nascimento Lins, de 29 anos, em um incêndio ocorrido em uma kitnet no bairro do Farol, em Maceió. Segundo a investigação da Polícia Civil, o fogo foi provocado de forma intencional e teria relação com ciúmes e conflitos de convivência entre o casal.

O incêndio aconteceu em 1º de abril deste ano, na Avenida Moreira e Silva. Luiz Gustavo, que era entregador e um dos fundadores da torcida organizada Movimento Resistência Azul (MRA), ligada ao CSA, sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo. Ele foi socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Ana Beatriz também ficou ferida no incêndio, com queimaduras de segundo grau no braço direito, no pé esquerdo e nas duas pernas. Na época, ainda internada, ela negou que o incêndio tivesse sido criminoso e afirmou que o namorado havia salvado sua vida.


De acordo com a Polícia Civil, a investigação encontrou elementos que apontam para uma ação intencional. Um dos pontos considerados foi a presença de combustível armazenado no imóvel.

A polícia também identificou mudanças no relato apresentado por Ana Beatriz. Durante o atendimento médico após o incêndio, ela teria informado que houve uma explosão provocada por vazamento de gás. Entretanto, segundo a investigação, o botijão, as mangueiras e os componentes do fogão foram encontrados intactos e sem sinais de ação térmica que indicassem uma explosão acidental.

Meses depois, durante exame no Instituto Médico Legal (IML), Ana Beatriz apresentou outra versão. Ela afirmou que Luiz Gustavo armazenava gasolina dentro da residência e que teria ocorrido uma explosão do combustível.

Os investigadores também analisaram os exames realizados pelo IML. Luiz Gustavo apresentava queimaduras profundas em cerca de 90% do corpo, enquanto Ana Beatriz tinha lesões em áreas mais restritas.

O inquérito foi concluído e encaminhado à Vara do Tribunal do Júri de Maceió. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) deverá analisar o caso e decidir se oferecerá denúncia contra a investigada.

Luiz Gustavo era um dos fundadores da Movimento Resistência Azul (MRA), torcida organizada ligada ao CSA. Após a morte, o grupo publicou uma nota nas redes sociais em homenagem ao torcedor, conhecido como "Mãozinha".

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