Imprensa ameaçada
Sindjornal alerta para ações judiciais contra jornalistas em Alagoas
Sindicato vê risco à liberdade de imprensa, mas também critica uso político do jornalismo
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) manifestou, neste domingo (30), preocupação com o aumento de ações judiciais envolvendo jornalistas e veículos de comunicação no exercício da atividade profissional, especialmente durante o período eleitoral.
Em nota, a entidade afirma acompanhar o posicionamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e de sindicatos de outros estados que vêm alertando para o chamado “assédio judicial”, caracterizado pelo uso recorrente de processos como instrumento de intimidação ou tentativa de cerceamento da atuação da imprensa.
“Não podemos limitar a liberdade de imprensa e o direito da sociedade à informação via tribunais”, afirma o Sindjornal.
A entidade pondera, entretanto, que a defesa da liberdade de imprensa não pode ser confundida com atuação político-partidária. Segundo o sindicato, desde a expansão das redes sociais tornou-se comum, principalmente durante as eleições, o uso de veículos de comunicação e profissionais a serviço de grupos políticos, embora apresentados ao público como jornalismo.
Para o Sindjornal, essa prática prejudica a compreensão dos eleitores e exige atenção da própria categoria para que entidades representativas não sejam utilizadas em disputas partidárias.
“Não é possível confundir a nossa profissão com a militância política”, destaca a nota.
O sindicato defende que jornalistas tenham liberdade para exercer a profissão e fiscalizar agentes públicos e candidatos, mas ressalta que direitos individuais e os instrumentos legais de responsabilização por eventuais abusos também devem ser respeitados.
A maior preocupação, segundo a entidade, ocorre quando processos e decisões judiciais resultam em censura, retirada de conteúdos considerados de interesse público ou impedem previamente a publicação de informações e a abordagem de determinados assuntos.
Ao final, o Sindjornal reafirma a defesa da liberdade de imprensa, dos profissionais filiados, do direito da sociedade à informação e do exercício responsável do jornalismo, classificando esses princípios como fundamentais para o funcionamento da democracia.
Confira na íntegra
Sindjornal manifesta preocupação com judicialização contra jornalistas e veículos de comunicação
O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas manifesta preocupação com o crescente número de ações judiciais envolvendo jornalistas e veículos de comunicação no exercício da atividade profissional, especialmente neste período eleitoral, quando o acesso à informação e a fiscalização dos agentes públicos e candidatos assumem importância ainda maior.
O nosso pensamento acompanha o posicionamento da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e de sindicatos da categoria em diversos estados, que vêm alertando para o crescimento do chamado assédio judicial como forma de tentativa de intimidação e cerceamento da atividade jornalística. Não podemos limitar a liberdade de imprensa e o direito da sociedade à informação via tribunais.
Por outro lado, no processo eleitoral desde o advento das redes sociais, tem sido comum o uso de veículos e até mesmo de profissionais à serviço de grupos políticos travestidos de jornalismo, o que prejudica a melhor compreensão por parte do eleitor, e é por isso que o Sindjornal segue atento para não se deixar usar por interesses partidários.
Destacamos que é fundamental assegurar condições para o livre exercício do jornalismo, ao mesmo tempo que sejam respeitados os direitos individuais e os mecanismos legais de responsabilização por eventuais abusos. Não é possível confundir a nossa profissão com a militância política.
Por fim, é preocupante quando ações e decisões judiciais resultem em censura, na retirada de conteúdos de interesse público ou impeçam previamente a publicação de informações e a abordagem de determinados temas.
O Sindjornal reafirma a defesa da liberdade de imprensa, de seus filiados, do direito da sociedade à informação e do jornalismo responsável, princípios indispensáveis ao pleno funcionamento da democracia.
Maceió, 30 de agosto de 2026.



