TRANSAÇÃO

Uso do celular para pagamento por aproximação sobe para 41%

Levantamento mostra que 41% dos usuários de pagamento “contactless” já usam o celular
Gemini/ I.A
Pagamento por aproximação
Pagamento por aproximação

Nos últimos dois anos, subiu de 30% para 41% o percentual de consumidores que usam o celular como dispositivo para pagar por aproximação, segundo dados da Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento. Esse índice chega a 62% entre os jovens de 18 a 24 anos.

Nessa modalidade de pagamento, a transação é feita por meio de um cartão de crédito ou débito armazenado virtualmente na carteira digital do aparelho, utilizando a mesma tecnologia “sem contato” do cartão físico, conhecida como NFC (Near Field Communication).

De acordo com o levantamento, mesmo com o avanço do smartphone, o cartão físico segue sendo o dispositivo preferido e relevante no País: 65% o utilizam para aproximar e pagar. Os dois formatos coexistem e se complementam: muitos consumidores alternam entre o cartão físico e o celular conforme a situação.

Jovens e classes A/B puxam o uso do celular

O avanço do celular como dispositivo de pagamento é mais expressivo entre os jovens e as faixas de maior renda e escolaridade. Entre os usuários de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos, 62% e 60%, respectivamente, já utilizam o celular para pagar por aproximação. Esse hábito também aparece em idades mais avançadas: 41% entre 35 e 44 anos, 27% entre 45 e 59 anos e 14% entre os de 60 anos ou mais.

Por classe econômica, o celular é utilizado por 52% dos usuários das classes A/B – ante 36% na classe C e 36% na D/E. A escolaridade segue o mesmo padrão: 50% entre entrevistados com ensino superior optam pelo celular para pagamentos por aproximação, ante 29% no ensino fundamental. Por região, o Centro-Oeste registra o maior índice de uso do celular (47%), seguido pelo Norte (47%) e pelo Sudeste (42%).

Cartão físico domina onde o celular ainda não chegou

O cartão plástico mantém sua posição de liderança entre os usuários mais velhos, de menor escolaridade e de menor poder aquisitivo. Entre os de 60 anos ou mais, 89% que pagam por aproximação usam o cartão físico. Na classe D/E, o índice é de 70%, e no ensino fundamental, de 75%. Por região, o Nordeste (69%) e o Sul (68%) registram maior preferência pelo cartão físico.

O dado revela uma coexistência saudável entre os dois formatos: o cartão físico cumpre papel essencial de inclusão e acessibilidade para perfis que ainda não transitam com naturalidade pelo ambiente digital, enquanto o celular avança nos segmentos mais conectados e antecipa o comportamento das próximas gerações de consumidores.

Experiência que motiva o uso

Independentemente do dispositivo utilizado, a experiência de pagamento por aproximação é avaliada de forma altamente positiva: 91% dos usuários citam comodidade, praticidade e rapidez como principal benefício. A dispensa da senha é o atributo mais mencionado (41%), seguido pela agilidade geral no processo (29%). Entre os que usam o celular especificamente, 10% destacam a praticidade de não precisar carregar o cartão físico como benefício diferencial.

O pagamento por aproximação já é parte do cotidiano de 73% dos usuários de cartão no Brasil. Balanço mais recente da Abecs mostra que, no primeiro semestre de 2026, a modalidade movimentou R$ 1 trilhão, alta de 18,5% em relação ao mesmo período de 2025. A tecnologia já representa 76,2% das transações presenciais no Brasil.

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