Caso Adriano Farias

Acusado na execução de blogueiro vai a júri nesta segunda-feira

MPAL denuncia crime de mando por denúncias contra gestão municipal de Junqueiro
Divulgação
Adriano farias foi assassinado a tiros dentro do veículo que dirigia
Adriano farias foi assassinado a tiros dentro do veículo que dirigia

O réu acusado de assassinar a tiros o blogueiro Adriano de Farias Firmino Silva, que escrevia sobre política, vai a Júri popular na próxima segunda-feira, 5. Carlos Henrique Ferreira Santos sentará na cadeira de réus no fórum do Barro Duro, em Maceió, a partir das 8 horas.

O assassinato foi registrado na tarde do dia 18 de junho de 2024, na Rua João José Pereira, no povoado Retiro, zona rural do município de Junqueiro. A vítima foi morta a tiros dentro do veículo que dirigia, um Volkswagen Nivus vermelho. Ele foi alvejado por ocupantes de um utilitário Jeep Compass, que foi emparelhado ao lado do seu veículo para facilitar a execução.

Segundo as investigações e a acusação apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), a ocorrência foi um crime de mando por motivações políticas e divergências pessoais, decorrentes das publicações do blogueiro com críticas à gestão pública municipal. O ano era de eleições municipais.

No registro de transparência da Prefeitura de Junqueiro, o réu figurava como contratado para o cargo de inspetor da Guarda Municipal, com remuneração mensal de cerca de R$ 1.900. A Polícia Civil informou, na ocasião, que Carlos Henrique respondia a outros procedimentos judiciais por extorsão e homicídio, crimes praticados em Junqueiro e no município de Teotônio Vilela.

O acusado foi preso por equipes da Polícia Civil no dia 21 de agosto de 2024, durante a realização de uma carreata política em Teotônio Vilela. A defesa alega inocência e nega participação de Carlos Henrique no crime, afirmando que ele não estava na cidade no dia da execução do blogueiro Adriano.

As apurações referentes à autoria intelectual do assassinato ainda tramitam em uma ação judicial, na qual Valdir Joaquim da Silva Neto e Maria Rejane da Silva são apontados como mandantes do crime. Eles são irmão e mãe do prefeito da cidade, Leandro Silva. 

O inquérito policial aponta que a motivação do homicídio está ligada a represálias por denúncias e críticas divulgadas por Adriano Farias contra a administração municipal, além de divergências referentes a questões sobre invasão de terras.


Encontrou algum erro? Entre em contato