SAÚDE

IMC sozinho não basta para diagnosticar obesidade, aponta estudo

Especialista da Unimed Maceió destaca a importância do acompanhamento profissional
Assessoria
Balança mostrando o peso corporal
Balança mostrando o peso corporal

Duas pessoas com o mesmo Índice de Massa Corporal (IMC) podem apresentar quantidades muito diferentes de gordura e massa muscular e, consequentemente, condições de saúde distintas. A limitação de usar apenas peso e altura para avaliar a obesidade ganhou destaque após uma comissão internacional de especialistas propor novos critérios para o diagnóstico da doença, publicados na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology.

A recomendação é que o IMC não seja utilizado isoladamente para definir a obesidade. A avaliação deve considerar também outras medidas capazes de identificar o excesso de gordura corporal e sinais relacionados à saúde do paciente. Na Unimed Maceió, beneficiários que precisam de acompanhamento para controle de peso contam com a Linha de Cuidados de Atenção à Obesidade, que reúne acompanhamento clínico, nutricional e psicológico. A proposta é avaliar o paciente de forma individualizada e trabalhar mudanças de hábitos e estratégias de cuidado de acordo com suas necessidades, sem limitar a avaliação ao número indicado pelo IMC.

Na prática, isso significa olhar além da balança. A médica de família e comunidade Kátia Macário, coordenadora do Espaço Viver Bem, dedicado à medicina preventiva da cooperativa, explica que o IMC deve ser visto como ponto de partida. “O IMC não informa diretamente percentual de gordura, quantidade de massa muscular, distribuição da gordura, gordura visceral, massa óssea ou condição metabólica. Por isso, ele deve ser interpretado como um primeiro sinal, e não como um retrato completo da composição corporal. Duas pessoas com exatamente o mesmo IMC podem ter corpos metabolicamente muito diferentes”, afirma a especialista.

O que o IMC mede - O índice relaciona peso e altura por meio do cálculo do peso dividido pela altura ao quadrado. Por ser simples, rápido e de baixo custo, tornou-se uma das medidas mais utilizadas para classificar o peso corporal e avaliar populações, mas não consegue distinguir quanto do peso corresponde a gordura, músculos ou outros componentes do corpo.

O inverso também acontece

Uma pessoa pode ter IMC na faixa considerada adequada e, ao mesmo tempo, apresentar percentual alto de gordura corporal e pouca massa muscular. “Isso merece atenção porque peso corporal aparentemente adequado não significa, necessariamente, composição corporal adequada”, destaca a médica.

A combinação de gordura elevada com baixa massa e força muscular pode estar associada a alterações metabólicas e redução da capacidade funcional, especialmente com o envelhecimento.

O mesmo raciocínio vale para quem está emagrecendo. A redução do número mostrado pela balança não significa, necessariamente, que houve apenas perda de gordura. “A perda pode ser de gordura, mas também de água e de massa muscular. Uma dieta muito restritiva ou uma perda muito rápida de peso pode levar a uma redução importante da massa magra, além de causar problemas como hipovitaminoses, fadiga e mal-estar”, alerta.

Para a especialista, não existe uma única medida perfeita. A avaliação clínica mais completa combina composição corporal, distribuição da gordura, função muscular e indicadores metabólicos, com o uso de instrumentos como bioimpedância, adipômetro, dinamômetro e medidas antropométricas. Por isso, a orientação é buscar uma avaliação com profissionais de saúde, que conseguem interpretar o IMC junto com os demais indicadores e indicar o caminho mais seguro para cada pessoa.

Na Unimed Maceió, esse acompanhamento é realizado no Espaço Viver Bem. A unidade fica na Avenida Álvaro Calheiros, 838, em Maceió, ao lado do Laboratório Unimed.

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