mundo do crime
Suspeito de liderar facção na Bahia morre em confronto com o Bope em AL
"Keu" era procurado pela Justiça por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas
Cleidson Gonçalves Nepomuceno, conhecido como “Keu” ou “Cabeça”, morreu nesta quinta-feira, 15, após um confronto com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na Barra de São Miguel, no Litoral Sul de Alagoas. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), ele era apontado como liderança de um grupo criminoso ligado ao Comando Vermelho, com atuação na Bahia.
A localização do suspeito foi resultado de um trabalho conjunto de inteligência entre as forças de segurança de Alagoas e da Bahia. As investigações indicaram que Cleidson havia deixado o território baiano e passado a residir em um imóvel na Barra de São Miguel. Ele era apontado como chefe da chamada “Tropa do TP”, organização investigada por envolvimento com o tráfico de drogas.
Contra Cleidson havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça da Bahia, relacionado a investigações por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Também existia uma ordem judicial de busca e apreensão para o imóvel onde ele estava morando em Alagoas.
Após identificar o deslocamento do investigado, equipes do BOPE organizaram um bloqueio na rodovia AL-101 Sul. Conforme a versão apresentada pela polícia, Cleidson desobedeceu à ordem de parada e tentou fugir, levando os militares a estabelecerem uma segunda barreira para impedir sua saída da região.
Ainda segundo a polícia, durante a abordagem, o suspeito desembarcou do veículo armado e efetuou disparos contra os militares, que reagiram. Cleidson foi baleado e socorrido pelos próprios policiais, sendo encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde não resistiu aos ferimentos.
Na operação, os policiais apreenderam uma pistola Taurus G2C, calibre 9 milímetros, com numeração raspada, além de um carregador contendo cinco munições. O material foi encaminhado à Polícia Civil para os procedimentos legais. A ação contou com a participação de equipes de inteligência e unidades especializadas das forças de segurança dos dois estados.



